Electromedicine and Biofeedback


Master's Thesis, 2011
113 Pages

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INDICE

INTRODUÇÃO

Capitulo 1 Espectro Eletromagnético
1.1. Frequência, comprimento de onda e amplitude
1.2. Os campos elétricos e campos magnéticos
1.3. O Som
1.4. Diferentes Formas de ondas
1.5. A Linguagem da Matemática e da Música
1.6. Campos magnéticos pulsateis
1.7. O corpo eletromagnético
1.8. Efeitos nocivos da radiação EM e campos eletromagnéticos

Capitulo 2 Propriedades elétricas das células e dos tecidos
2.1. Componentes do circuito celular
2.2. Membranas como placas capacitoras
2.3. Bombas iónicas e canais de difusão de íons
2.4. A Célula como um sistema eletrificado
2.5. Propriedades Eletricas dos Tecidos
2.6. Discussão

Capitulo 3 Magnétoterapia e Ressonancia Nuclear
3.1. Efeitos e aplicações da magnétoterapia
3.2. Indicações
3.3. Contra-indicações
3.4. Os efeitos secundários
3.5. Vantagens da magnétoterapia

Capitulo 4 A terapia com Ondamed
4.1 Informação Quântica Electrodinâmica
4.2 Ondamed, o provedor de (fótons) Informações de cura
4.3 Campos de órgãos e campos do corpo

Capitulo 5 Principios da Ressonancia Nuclear (Rm)
5.1. Princípios Físicos
5.2. Contituição de uma RMN

Capitulo 6 A Terapia Quântica
6.1. A Biorressonância e o Biofeedback
6.2. Ressonância
6.3. Efeitos da Ressonância
6.4. Efeitos sobre sistemas físicos
6.5. Efeitos sobre sistemas biológicos
6.6. Saúde e Terapias Quânticas
6.7. Interpretações da Mecânica Quântica

Capitulo 7 Medicina Energética - Definições e Conceitos
7.1. SCIO - Teste , Diagnóstico e Terapia
7.2.SCIO - Funções e Capacidades
7.3. Como Funciona a Tecnologia SCIO?

Capitulo 8 Royal Raymond Rife Therapy
8.1. Investigação sobre a Terapia de Ressonância Rife
8.2. A Maquina do Dr. Royal R. Rife
8.3. Aparelhos de Contacto
8.4. Dispositivos de Alta Tensão
8.5. Dispositivos Bare-Rife
8.6. Como funciona a terapia Rife?
8.7. Tratamento Complementar

Capitulo 9 Terapia Vibro Acústica
9.1. Efeitos da música e da vibração sonora de baixa frequência
9.2. Estimulação com vibração de baixa frequência
9.3. Estudos ciêntíficos publicados

Capitulo 10 Sistemas de Diagnostico e Biofeedback
10.1. D.D.F.A.O / E.I.S .
10.2. Medidas de resistência dos sistemas e órgãos do corpo humano
10.3. Propriedades da matéria coloidal
10.4. Focos e áreas de problemas (ou perturbador)
10.5. Medição dos fluxos microbiológicos
10.6. O princípio da ressonância magnética nuclear em biologia
10.7. Teoria da Informação
10.8. Confirmação dos resultados / Interpretação

Conclusão

Bibliografia

INTRODUÇÃO

Cada molécula, célula viva do corpo humano e objeto é composto de energia que se manifesta como matéria física. A energia é detectável através de frequências em uma ou mais faixas de radiação no espectro eletromagnético. E essas frequências correspondem aos processos bioquímicos e biológicos no corpo. Com terapias de electromedicina, a cura é alcançada ao trabalhar com a radiação eletromagnética (emissões), com a energia que se forma, e que é emitida para a matéria física.

Em termos gerais, os dispositivos médicos electrónicos produzem frequências que podem ser na forma de campos eletromagnéticos, corrente elétrica, magnetismo, luz visível, calor ou outras energias. A eletricidade e o magnetismo são utilizados principalmente para diagnóstico e tratamento em hospitais, tais como o eletrocardiograma (ECG) para avaliar a saúde do coração ou como a ressonância magnética (MRI) para mostrar o interior do organismo.

A electromedicina tem sido uma das terapias chave na fisioterapia, com uma longa história na prática clínica desde seu princípio mais remoto, com o uso de calor, frio e estimulação eléctrica. Nos últimos anos, tem havido um aumento de inúmeros agentes de tratamento ao protocolo clínico. Apesar da história e de sua ampla e contínua utilização, tanto os princípios físicos quanto fisiológicos subjacentes ao seu uso ainda são com frequência mal compreendidos e as evidências de sua eficácia ou não eficácia, geralmente não são levadas em conta na prática diária. Os agentes eletrofísicos são usados pelos fisioterapeutas para tratar uma grande variedade de condições. Esses agentes incluem ondas eletromagnéticas e sonoras, além de correntes estimuladoras de músculos e nervos. Em parte, essas técnicas são usadas para induzir o aquecimento dos tecidos. Dadas as propriedades curativas de muitas formas de energia, não demorou muito numerosos dispositivos eletrónicos a serem inventados para tratamentos médicos, serem consideradas “ mainstream”. Em Electrotherapy and Light Therapy com Fundamentos de Hidroterapia e Mecanoterapia, publicado em 1949, Richard Kovács descreve uma impressionante variedade de equipamentos eletrónicos, a maioria dos quais já tinham sido utilizados durante meio século. Estes equipamentos utilizavam correntes alternas, correntes de baixa frequência, alta frequências, a eletricidade estática, diatermia, infravermelho, raios ultravioletas e ultra-som.

Muitos dos praticantes de eletromedicina reconhecem alguns destes dispositivos como precursores dos utilizados hoje, uma vez que alguns destes dispositivos não mudaram muito em 100 anos. Alguns destes equipamentos incluíem o multi-wave de Georges Lakhovsky's, o Raio Violeta (que utiliza a bobine de Nikola Tesla) e a cabine elétrica de luz do Dr. John Harvey Kellogg's. As condições tratadas foram praticamente ilimitadas: dores muscular, doenças da pele, problemas ginecológicas, alguns problemas cardíacos, doenças respiratórios, distúrbios gastrointestinais, infecções agudas, crónicas e doenças degenerativas.

Capitulo 1 Espectro Eletromagnético

O espectro eletromagnético (ondas EM) é o termo usado para as várias oscilações de energia que compõem nosso conhecido universo. Conforme mostra no gráfico do EM espectro (Figura 1), essas diferentes oscilações, com diferentes características variam de slower-moving, baixa energia (eletrões da corrente elétrica), para o faster-moving, maior energia (fótons de luz visível). Todas estas energias são sequencialmente conectadas umas ás outras como um contínuo de ondas no espectro eletromagnético.

A natureza das partículas depende da rapidez com que se movem e as qualidades que eles exibem. Por exemplo, uma máquina de raios-X utiliza certas radiações na faixa de raios-X, que nos permite ver o interior do corpo.(1)

A existência de um campo EM inclui tanto o campo elétrico como o campo magnético. Um campo de EM tem certas propriedades, campos elétricos têm outras propriedades, e os campos magnéticos possuem ainda outros. Os campos eletricos e magnéticos podem ser separados do EM. Também existem campos eletromagnéticos em proporções variadas.(1)

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Figure 1: Electromagnetic Spectrum Chart.

1.1. Frequência, comprimento de onda e amplitude (1)

Todas as energias do espectro eletromagnético têm diferentes frequências. A frequência é número de ciclos por segundo em que uma onda vibra ou se move. (A designação "CPS" foi substituídos por Hertz, ou Hz). As ondas têm também diferentes tamanhos e comprimentos, com diferentes termos utilizados para medir o comprimento, como micro, angstro, nanometro e metro. A onda é um movimento de energia ao longo de um eixo direccional. A frequência é uma taxa de oscilação medida pelo número de ciclos de onda por unidade de tempo (geralmente em hertz).(figura 2)

Comprimento de onda é o comprimento ou a distância entre dois pontos idênticos na onda (que compreende um ciclo da onda completa). Isso é descrito com diferentes termos de medição, dependendo do tamanho da onda. A amplitude é o ponto de intensidade máxima do sinal (geralmente considerada como o ponto mais alto da onda). O comprimento de onda é frequentemente medida pico a pico. Tecnicamente, qualquer parte da onda pode ser usada como um ponto de referência, enquanto a medição aborda um ciclo completo.(1)

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Figura 2 - ondas senoidais

1.2. Os campos elétricos e campos magnéticos (1)

Até agora, tenho vindo a discutir a radiação eletromagnética do espectro eletromagnético. A radiação electromagnética (energia radiante) e os campos electromagnéticos (espaço não radiante em que a energia existe) operam de maneira diferente. Ambos vêm de fontes eletromagnéticas, no entanto, a energia que irradia existe separadamente de sua fonte. Ela viaja longe da sua fonte, e ela continua a existir mesmo se a fonte for desligada. Os campos eletromagnéticos não são projectados para o espaço. Eles deixarão de existir quando a fonte de energia for desligada.(1)

Eletricidade estática e o magnetismo são campos estáticos que compartilham uma relação complexa e íntima uma com a outra. Uma oscilação no campo elétrico gera um campo magnético oscilante, e um campo magnético oscilante gera uma oscilação do campo elétrico. Mas o mais importante é, quando o movimento é introduzido a um campo elétrico estático ou um campo magnético, eles tornam-se campos electromagnéticos.

1.3. O Som

O espectro eletromagnético é muitas vezes comparado ao som. O som é composto de ondas mecânicas de pressão em um meio compressível, tais como ar ou água. Dito de outra forma, o som é criado quando um objeto se move com força suficiente para deslocar (Comprimir) o ar circundante (ou outro meio capaz de transportar estas ondas). Ouvimos muitas dessas ondas (correntes de ar) como frequências audíveis de Som, porque depois que o ar atinge o ouvido, minuciosamente move o tímpano, envia as oscilações para o cérebro, onde são descodificados em seguida. (1)

A frequência de uma onda (expresso em ciclos por segundo) que se aplica ao espectro eletromagnético também aplica-se à música. O tom de uma nota depende da sua frequência. Uma baixa frequência, ou uma taxa de oscilação de poucos Hz é mais lento em movimento e produz um tom mais baixo. Uma alta-frequência, ou uma taxa de oscilação com mais Hz é mais rápida e produz um som mais agudo.(1)

A frequência pode ser facilmente compreendida e percebida como música do que como som aleatório (Ruído). A música é composta de formas de onda organizada. Esta organização manifesta-se acusticamente como melodia discernível. A diferença entre a música e ruído pode ser visto em um osciloscópio, um dispositivo de teste que mostra visualmente o que ouvimos acusticamente em tempo real, por imagens de formas de onda. O ruído ou som aleatório, no osciloscópio aparece como formas de ondas irregulares, enquanto música ou tons puros aparecem como formas de onda regulares. Para a maioria das pessoas, o acústico e visual correlacionam-se: a música é mais agradável do que o ruído ao ouvido, e ondas regulares são mais agradáveis do que ondas irregulares ao olho.

1.4. Diferentes Formas de ondas (1)

Quanto mais complexo for o objeto, mais frequências ele contém. A Figura 3 mostra algumas das mais comuns em suas forma mais simples.

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Figura 3: Formas de onda.

(A), Sine (B) Triângulo; (C) Sawtooth; (D) Square

1.5. A Linguagem da Matemática e da Música

A simetria da música e a assimetria de ruído também pode ser descrito matematicamente.

Matematicamente, o som é composto por frequências que têm pouca ou nenhuma relação umas com as outras. Matematicamente, tons ou músicas são compostos por frequências que possuem relações umas com as outras. (Um tom único e verdadeiro estará naturalmente em simetria com ele mesmo). A ausência de certas relações matemáticas ao som aleatório e a presença dessas relações na música pode explicar porque o som pode irritar os nervos e a música podem acalmá-los.

Apesar dos campos eletromagnéticos e do som transmitirem frequências de diferentes maneiras, as medições matemáticas que representam a relação entre as frequências electromagnéticas são as mesmas para a música. Dito de outra forma, a relação harmónica de cada sistema é regido pela matemática. As frequências dos tons musicais e do espectro electromagnético existe em oitavas.

Tal como acontece com o som, os campos eletromagnéticos possuem simetria e assimetria. Vários dispositivos médicos electrónicos podem detectar o equivalente ao ruído ou da música nas oscilações das células e tecidos do corpo. Quando as oscilações não são matematicamente harmoniosas (que corresponde ao ruído), há doença e degeneração. Quando as oscilações são matematicamente harmoniosas (que corresponde à música), as células funcionem perfeitamente e correctamente.

1.6. Campos magnéticos pulsateis (1)

Há muitas maneiras de induzir um campo eletromagnético. Uma maneira é com o magnetismo. Embora o magnetismo, por si só existe em um estado estático, induzindo o movimento de um campo magnético cria um movimento correspondente no campo elétrico que existe naturalmente. O resultado é a radiação eletromagnética. Quando esse tipo de radiação eletromagnética é criado a partir movimento, é comummente referido como pulsateis.

Uma onda pulsando significa que o sinal está "ligado" para um breve período, e depois desliga, então, volta a ligar e depois a desligar, etc. A pulsação é como o ritmo.

Muitos dos campos constituídos por impulsos magnéticos que são usados em equipamentos de eletromedicina têm um "ritmo" comparável apenas à nota de uma oitava, porque a onda está "on" apenas por um breve período. Mas esse breve período é suficiente para induzir o movimento no corpo. O movimento da radiação eletromagnética no corpo traduz-se no transporte de íons, aumento da pressão e fluxo linfático, e muito mais. Qualquer frequência pode ser pulsada.

Na Figura 4, mostra um "time lag", ou intervalo, quando a onda está em repouso, antes de iniciar o seu movimento de subida.

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Figure 4: Wave Time lag

A Figura 5 mostra duas ondas seguidas. Aqui, o "atraso" ou o intervalo de descanso entre as ondas é facilmente observado.

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Figure 5: Two Waves

A radiação pulsada eletromagnética induz resultados terapêuticos, razão pela qual ela é usada. Alguns dispositivos médicos electrónicos usam campos pulsados EM, que vai ser discutido mais tarde.

1.7. O corpo eletromagnético (1)

As ondas eletromagnéticas podem ser usadas para fins de diagnóstico e tratamento, porque os organismos vivos são baseados em energia.

Historicamente, a maioria das culturas consideram erroneamente que o corpo é apenas um organismo mecânico com funções bioquímicas. Mas cada célula do corpo é um transmissor e receptor de informação electromagnética.

Em seu artigo, "As Propriedades Eletricas das células cancerosas", o médico Steve Haltiwanger descreve que o corpo humano funciona como uma parte viva de um circuito elétrico. Várias células e tecidos são condutores (permitem o fluxo de eletrões), isolantes (inibem o fluxo elétrico), semicondutores (permitem o fluxo de eletrões em apenas uma direção), capacitores (acumular e armazenar), e assim por diante.

As células transmitem e recebem energia, e cada uma tem a sua frequência muito própria com a qual ela oscila. Os campos magnéticos aplicados ao corpo criam mudanças biológicas. Sabemos agora que, em seres humanos, nomeadamente nos seios, em alguns ossos da face e vários tecidos do corpo contêm magnetite, o que demonstra a ressonância com os campos electromagnéticos.

Cada célula do corpo é um transmissor e um receptor de informações eletromagnéticas, sendo estas frequências eletromagnéticas que antecedem e correspondem às funções bioquímicas. Para exemplo, as células saudáveis oscilam em altas-frequências ao contrário das células cancerosas. As baixas frequências do câncer são refletidas por causa das reações bioquímicas aberrantes dentro da célula. Dito de outra forma, as diferenças bioquímicas entre células normais e células de câncer correspondem às diferenças nas propriedades elétricas de cada uma. Os campos magnéticos correspondem a atividade biológica. Uma mudança no campo magnético significa uma mudança nas células, positivo ou negativo.

1.8. Efeitos nocivos da radiação EM e campos eletromagnéticos

No último século o médico Dr. Hans Selye pioneiro na escala de stress, observou que, quando os tecidos corporais são submetidos a intensas repetições de fatores de stress, tanto emocional como físico-químico· (poluentes ambientais) ou pressão mecânica (contusão), o corpo reage como stress. (1)

Este por sua vez, provoca alterações bioquimicas negativas, como o rompimento da membrana celular e infeções microbianas. A permeabilidade celular é fudamental. Se a glicose ou outros nutrientes benéficos não podem entrar na célula de forma eficiente, e se os residuos não podem sair completamente, os micróbios podem prolifear e a doença degenerativa pode ocorrer.

Soube-se há décadas que os campos eletricos podem danificar as células B. Blake Levitt escreve:

“ Corrente cont í nua (DC) é o fluxo constante de el é trons em uma direção. A corrente alterna (AC) é um fluxo de el é trons com alterações de for çae direção dentro um determinado ciclo, o colapso do campo AC reaparece com seus pólos invertidos cada tempo com mudaça de direção. “

A corrente cria um constante campo magnético. Mas, com a corrente alterna, cada vez que a direção dos elétrons é invertida, um poderoso campo magnético é criado, que oscila na mesma frequencia.

Outra razão desses campos serem prigosos é que as ondas são coerentes. Embora o sol transmita constantemente rádio frequências, microondas e outros campos EM, esta radiação é geralmente difusa, enquanto que a corrente alterna está concentrada. A radiação é concentrada e não natural.. Diferente dos campos naturais, podendo interferir com o nosso bio-signals. Os efeitos nocivos de alguns campos eletromagnéticos são muitas e variados. Jacqueline Krohn e seus colegas teem vários estudos que mostra que os profissionais como engenheiros elétricos e a sua familia, têm um maior risco de contrair tumores cerebrais. A incidência de leucemia em crianças é maior em crianças que vivem perto de linhas de energia que carregam alta tensão.

A exposição às Power-line também tem sido associada a um aumento incidência de suicídio.

Estes estudos suportam a hipótese de que [frequências extremamente baixas] as ELFs podem dár origem ao câncer.Os campos ELF interagem com a membrana celular e podem afetar as hormonas, a troca de cálcio e tecido crescimento. Postula-se que as ELFs suprimem a produção de melatonina, um inibidor do câncer, pela glandula pineal Os efeitos dos campos ELF é mais do que mera "postulação", como outros pesquisadores corroboram. Smith citou de forma publicada, estudos que associam as doenças a seguir às frequências extremamente baixas dos campos electromagnéticos:

- Alergias
- Doenças Auto-Imunes, como o lúpus eritematoso sistêmico e esclerose múltipla
- Defeitos de nascimento e anormalidades genéticas
- Cânceres de vários tipos, incluindo tumores cerebrais e leucemia
. Alterações de humor, incluindo uma maior percentagens de suicídios
- Fadiga visual e dores de cabeça
- Fadiga e distúrbios do sono
- Ataques cardíacos
- Alterações hormonais
- Aumento de doenças infecciosas
. Baixa fertilidade, abortos e gravidez
- Doenças do sistema nervoso, incluindo confusão,
- Convulsões, hiperatividade, tonturas e perda de memória
- Aumenta a intolerancia ao stress

Os problemas causados pelos campos eletromagnéticos e também pela radiação EM depende da proximidade da pessoa, animal ou planta à fonte da energia. O miligauss é um unidade de medida da força de um campo eletromagnético.

De acordo com as tabelas do Agência de Proteção Ambiental reimpresso no Livro de Levitt, um liquidificador a seis centímetros de distância emite entre 30 e 100 miligauss, um secador de cabelo a seis centímetros de distância emite entre 1 e 700 miligauss e um ventilador de teto a 12 centímetros de distância emite entre 3 e 50 milligauss.

Algumas fontes afirmam que mesmo dois miligauss é suficiente para interromper a função biológica de uma pessoa e que a emissão segura máxima para uma pessoa deve ser de apenas um miligauss. É por isso que há uma alto índice da doença nas pessoas que vivem perto de grandes linhas de energia, torres de telefones celulares e geradores elétricos.(1)

A boa notícia é que, se frequências podem prejudicar, eles também podem ser usados para curar. As células têm a capacidade de forma positiva e saudavelmente responder a estimulos eletromagnéticos, enquanto determinados critérios sejam cumpridos.

O estímulo deve ser da região correta do EM espectro. Deve ainda ser refinado (se necessário) para uma frequência exata, ou uma combinação de frequências, na banda EM. Deve ser a intensidade correta. É deve ter a forma de onda ou pacote de onda correta.

Deve ser administrada na quantidade correta. Deve ser rigorosa e precisa com vista ao alvo. Em electromedicina, a resposta da vida célular à radiação EM benéfica é chamado acoplamento indutivo.

Uma vez que os campos eletromagnéticos dentro de uma célula são expostos à radiação EM, os campos dentro da células começam a se movimentar. Juntamente com este processo energético, as respostas bioquímicas correspondentes são ativados, como o movimento de eletrólitos através da membrana celular, a excreção de resíduos, e assim por diante. O acoplamento indutivo é atualmente utilizado em um grande número de dispositivos médicos electrónicos.

Os pesquisadores descobriram que muitas dos efeitos benéficos dos dispositivos médicos electrónicos vêm de campos magnéticos pulsateis (que por definição é radiação electromagnética). Um campo magnético pulsatil faz mais do que induzir o movimento do simal de o corpo receptor. Porque pulsatil por definição significa que há um período "off" para o sinal, ele garante que o ser humano ou animal que recebe o sinal não se tornam resistentes aos seus efeitos. A boa analogia é quando alguém toca no seu braço. Primeiro você prestar atenção, mas depois de algum tempo, o corpo torna-se impermeável à sensação.

Quando a terapia é corretamente aplicada, a terapias por frequências pode aumentar a energia celular, normalizar condutividade da membrana, diminuir o stress oxidativo, reduzir a quantidades de substâncias inflamatórias no sangue, melhorar a síntese protéica, aumento o bem-estar e os níveis de endorfina, restaurar a função adrenal empobrecida, e melhorar a função imune. A restauração desses processos metabólicos levam à regeneração de tecidos, bem como a resistência à doença.

A sensibilidade das células a campos eletromagnéticos de todos os tipos explica porque energias que subjetivamente podem não ser facilmente percebidas, mas que são as mais compatíveis com sistemas vivos. (1)

Capitulo 2 Propriedades elétricas das células e dos tecidos

2.1 Componentes do circuito celular

As células vivas empregam muitas das propriedades dos sistemas elétricos; por exemplo, geram força eletromotriz (f.e.m.), mantêm a diferença de potencial (d.d.p.) exigida, aumentam ou diminuem essa d.d.p. conforme a necessidade, usam resistências variadas em série e em paralelo, ligam e desligam a corrente, controlam o fluxo de corrente, retificam o fluxo de corrente, possuem impedância e, de crucial importância, armazenam carga (capacitância).

As células atingem os seus propósitos elétricos usando componentes dos circuitos que são muito diferentes em sua natureza e construção daqueles usados nos aparelhos elétricos comuns, mas os seus princípios, como a separação de cargas para criar uma f.e.m., permanecem os mesmos.

A célula corporal comum, com toda sua complexidade e função ordenada (Fig. 6), tem entre 10 e 50 micrômetros ( m) de diâmetro (1 m = 1 milionésimo ou IO6 de um metro). Isso significa que é cerca de 5 a 20 vezes menor que a menor partícula que o olho pode ver - uma escala de miniaturização que pode ser aproximada apenas pela construção de um microchip muito avançado.(2)

Em termos elétricos, as células têm a grande vantagem de serem muito compactas, com vias de condução extremamente curtas de cerca de 10-20 nanômetros (1 nm = IO"9 m), porém, novamente, têm algumas desvantagens importantes no funcionamento comparadas com o circuito elétrico e eletrônico normal.(2)

As células são circuitos humidos que operam em um meio de condução salino. Elas precisam substituir continuamente todos os seus componentes elétricos, trabalhar continuamente para gerar e manter regiões com componentes elétricos diferentes, trabalhar continuamente para gerar e manter regiões de diferentes propriedades elétricas contra a perda contínua de carga, controlar continuamente as taxas do fluxo de corrente desejadas contra possíveis diminuições de corrente e trabalhar continuamente para impedir que haja um fluxo indesejável de corrente quando uma via é desligada. O trabalho incessante envolvido em obter e manter essas finalidades elétricas essenciais consome cerca de 50-60% da atividade metabólica de uma célula (Alberts et al., 1989).(2)

Há um contraste acentuado com os circuitos comuns, que são circuitos secos cujos componentes precisam apenas de reposição ocasional. Como são secos há uma clara distinção entre componentes condutores e não condutores.

Eles possuem a enorme vantagem de poderem armazenar a mover as cargas sem perda e a energia é necessária somente quando o circuito está em uso.

Não é exigido trabalho algum, por exemplo, para resistir a uma f.e.m. aplicada externamente, tal como os 230 volts da rede elétrica, quando o circuito está desligado, pois a f.e.m. sofre a resistência passiva das propriedades não condutoras do isolante quando o interruptor está "desligado", enquanto as células precisam usar bombas elétricas ativas contra a f.e.m. gerada pela separação capacitiva de cargas para manter aquela f.e.m. e impedir perda de corrente.

Outra diferença principal está no tipo de carga usada. O circuito comum usa elétrons, que têm massa insignificante, são altamente móveis e têm um diâmetro cerca de 100 mil vezes menor do que um átomo (10-15 m comparado com 10-10 m). As células usam átomos que se tornaram carregados como resultado de elétrons que ganharam ou perderam camadas de valência.

Comparados com os elétrons, os átomos carregados, ou íons, são muito "pesados" em virtude de sua massa nuclear de prótons e neutrons. Por exemplo, um simples núcleo de próton do íon hidrogênio (H+), unidade de massa atômica ( ) de 1 , tem cerca de 2000 vezes a massa de um elétron, e os dois principais íons usados pelas células para armazenar carga e gerar f.e.m., ou seja, os íons sódio (Na+) de 23 e íons potássio (K+) de 39 , têm respectivamente cerca de 46000 vezes e 78000 vezes a massa de um elétron, ainda que possuam apenas a mesma força univalente de carga de um único elétron, já que cada um perdeu apenas um elétron de sua camada eletrônica externa.

Outra desvantagem para a célula é que todos os íons em solução são íons hidratados. Isso significa que cada íon é cercado por moléculas de água polarizadas (H2O) que são atraídas para o íon por sua própria polaridade, muito fraca, de terminação negativa/positiva. No caso de cátions, como Na+ e K+, as moléculas de água orientam-se de modo que a negatividade fraca do átomo de oxigênio fique mais próxima do íon positivo e, no caso de ânions, a negatividade fraca dos átomos de hidrogênio se posicione mais próxima do íon negativo. Portanto, cada íon hidratado, seja positivo (cátion) ou negativo (ânion), é cercado de perto por um agrupamento de moléculas de água. Quando os íons passam pelos canais iônicos muito estreitos da membrana, seja por difusão a favor dos gradientes eletroquímicos, seja por transporte ativo, as fracas pontes de hidrogênio do agrupamento de água são quebradas à medida que as moléculas de H2O são "arrancadas" do íon conforme esse se move através do canal da membrana (Alberts et al 1989). Devido à sua massa relativamente desajeitada, os íons requerem muito mais energia para controlar seu movimento e aceleram muito mais lentamente ao longo de um determinado gradiente de d.d.p., em comparação com os elétrons. Essa é uma das razões porque as alterações iônicas celulares tendem a ter tempos de resposta de milissegundos (10-3 s) comparadas com os tempos de resposta de nanossegundos (IO-9 s) a attossegundos (10-18 s) que podem ser obtidos nos circuitos eletrônicos.(2)

2.2. Membranas como placas capacitoras (2)

As membranas celulares têm 5-7,5 nm de espessura e são compostas de um conjunto altamente móvel, porém denso, de moléculas proteolipídicas arranjadas em uma camada dupla, com suas caudas lipídicas formando uma zona central (Fig.6 ) que é resistente à passagem de eletricidade e pode funcionar como um isolante. A membrana plasmática forma a superfície divisória da célula e as membranas intracelulares envolvem cada uma das organelas celulares, com uma membrana dupla em torno do núcleo. As membranas celulares apresentam permeabilidade seletiva aos íons, sendo relativamente impermeáveis aos íons Na+ e mais permeáveis aos íons K+; desse modo, os dois íons são separados em diferentes concentrações de carga, ficando a superfície externa da membrana, como na membrana plasmática, relativamente mais positiva que a superfície interna, pois a densidade, ou número, de íons Na+ e outros cátions por unidade de área é maior na superfície externa do que a densidade de íons K+ revestindo a superfície interna. Essa separação de cargas resulta em uma d.d.p. média de 80 milivolts (mV) através da membrana, com a superfície interna sendo relativamente negativa em comparação com a superfície externa.(2)

A Figura 7 mostra a diferença relativa na concentração de cátions em cada lado da membrana celular que cria a diferença relativa positiva/negativa (externo/interno) na concentração de cargas resultando no gradiente de 80 mV da f.e.m. através da membrana, como mostra a seta. Em termos práticos, o lado de dentro da célula é carregado negativamente até uma diferença de 80 mV comparado com o lado externo. Nas células, é criada uma diferença de gradiente separando os cátions em diferentes forças de concentração de cada lado de uma membrana. Essa separação é também auxiliada por diferenças nos íons carregados negativamente dentro e fora da célula.(2)

2.3. Bombas iônicas e canais de difusão de íons (2)

Como os canais iônicos cheios de fluido são relativamente permeáveis, a separação dos íons através de uma membrana é controlada por bombas iônicas direcionais, tais como as bombas de Na+/K+, que ejetam para fora dois íons Na+ para cada íon K+ que entra na célula, mantendo a separação de cargas em todo o diâmetro da membrana. Outra bomba iônica vitalmente importante é a bomba do íon Ca+2, que mantém os íons de Ca+2 fora da célula em uma concentração cerca de 10.000 vezes maior do que a de dentro da célula. Os canais de difusão iônica passiva são controlados variando o diâmetro e a carga do revestimento do canal iônico conforme a necessidade. A Figura 7 resume a atividade desses canais e bombas iônicas; é mais fácil interpretá-la começando em "A" no lado direito do diagrama, onde os íons potássio estão se movendo a favor de um gradiente elétrico para dentro da célula, e prosseguir no sentido horário através das letras até "K", onde estão representados os canais iônicos passivos. A d.d.p. transmembrana de 75 mV mostrada aqui é a f.e.m. média resultante gerada por esses movimentos e atos iônicos, na verdade, como um capacitor que armazena carga e se acha disponível para realizar trabalho. Os "cátions presos" à célula formam uma fina camada de cátions de potássio que são mantidos na superfície delimitadora do citosol negativamente carregado através de atração mútua e não têm qualquer participação nas trocas das bombas iônicas da membrana.

Resumindo, as membranas celulares agem como placas capacitoras quando sustentam uma diferença na concentração de cargas iônicas através de seu diâmetro. A carga é mantida na superfície isolante contínua das membranas plasmáticas entre os poros dos canais das bombas iônicas que ajudam a mantê-la. A carga da membrana celular é medida em picofarad (1 pF = IO-12 F) e/ou picocoulombs (pC).(2)

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Figura 6. As membranas celulares têm 5-7,5 nm de espessura e são compostas de um conjunto altamente móvel, porém denso, de moléculas proteolipídicas arranjadas em uma camada dupla, com suas caudas lipídicas formando uma zona central que é resistente à passagem de eletricidade e pode funcionar como um isolante

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Figura 7. mostra a diferença relativa na concentração de cátions em cada lado da membrana celular que cria a diferença relativa positiva/negativa (externo/interno) na concentração de cargas resultando no gradiente de 80 mV da f.e.m. através da membrana, como mostra a seta.

2.4. A Célula como um sistema eletrificado

Considerar a célula como um sistema eletrificado significa considerá-la como um corpo eletrificado, ou carregado de carga, com um campo elétrico ao redor que pode influenciar outros corpos, ou objetos, carregados de carga.

Significa também olhar para a estrutura celular observando se diferentes componentes da célula agem como orifícios coletivos que criam sub-zonas de cargas particulares claramente definidas ou sinais. Cada célula é uma resultante eletrificada de dois tipos de fenômeno elétrico. Um já foi discutido e diz respeito à criação ativa, pela célula, de superfícies de membrana capacitoras carregadas de carga através da difusão seletiva de íons nos canais e da manutenção pelas bombas iônicas. O segundo tipo diz respeito à eletrostática. As membranas celulares podem ser consideradas em termos de eletrostática na medida em que suas cargas armazenadas de íons inorgânicos criam um campo elétrico consistindo em um fluxo elétrico, ou "linhas de força", irradiando para fora de suas superfícies. A essa carga de superfície mantida ativamente precisam ser acrescentadas moléculas e compostos orgânicos, tais como proteínas, aminoácidos, polissacarídeos e açúcares simples ao citoplasma de célula, que carregam uma carga geral e agem coletivamente como uma massa iônica. Alguns íons orgânicos carregam uma carga positiva mas a maioria leva cargas negativas (Alberts et al., 1989). A esses é preciso acrescentar essas moléculas compostas que são eletricamente neutras, porém levam cargas de sinal oposto em suas extremidades. São denominadas dipolos. Elas tendem a rodar em torno de seu centro em resposta a um campo alternante e se orientam perpendicularmente a um local de cargas opostas, como se apontando para elas como um ponteiro.(2)

Quando a célula é considerada nesses termos percebe-se que possui uma carga externa, com respeito a outros corpos carregados, e divide-se em seção transversal em quatro zonas com cargas, duas com força de carga relativamente estável e duas que variam em torno de um valor médio. A Figura 8 mostra a célula como um sistema eletrificado e é como ela deve ser considerada durante a leitura da descrição abaixo, já que este é um modo pouco usual de olhar para a célula. Indo da zona central para fora, as quatro zonaseletrificadas são as seguintes:

- Zona negativa central (carga estável). Essa zona é a massa de citoplasma carregada negativamente que inclui proteínas, aminoácidos e outras moléculas orgânicas carregadas negativamente e mantém um volume de negatividade constante.
- Zona positiva interna (carga variável). Consiste em uma zona fina de cátions, principalmente íons K+ , que tanto "revestem" a superfície externa da zona negativa central com uma camada fina de cátions (cátions presos) quanto se agrupam na superfície interna da membrana plasmática como cátions móveis livres que ficam disponíveis para transporte para dentro e para fora da célula conforme são requisitados.
- Zona positiva externa (carga variável). Consiste em uma zona mais extensa e mais densa de cátions móveis, principalmente íons Na+ e Ca+2 e com alguns íons K+, que se agrupam ao longo da superfície externa da membrana plasmática, sendo portanto extracelulares.
- Zona negativa mais externa do cálice (carga estável). Essa zona mais externa de negatividade estável é separada da zona positiva externa da membrana plasmática por uma distância de cerca de 20 |om. É criada por moléculas de ácido siálico negativamente carregadas proeminentes em muitos dos arranjos glicolipídicos que se projetam para fora a partir da superfície da célula como se fossem espinhos de um cactus. Muitas dessas estruturas glicolipídicas são ligadas à estrutura microtubular da célula através da membrana plasmática (Fig.8).

Os microtúbulos são tubos ocos flexíveis, feitos de blocos de proteínas com dipolos carregados como tijolos de chaminé, que têm uma carga geral de sinal oposto na ponta e são portanto bipolares, ou dipolos. Eles irradiam para fora a partir da base de seus centríolos perto do núcleo central até a membrana plasmática, e às vezes além. Eles ajudam a dar forma à célula, provêem locais para enzimas, suportam a membrana e agem como sistemas de transporte ativo através do cito-plasma. Nos neurônios eles constituem os canais para fluxo axoplasmático.(2)

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Figura 8. Diagrama esquemático de zonas elétricas de uma célula. A membrana é relativamente impermeável aos íons Na+ e Ca+2, de modo que a d.d.p. da membrana é relativamente negativa internamente.

É essa zona mais externa do cálice, com negatividade estável, que faz cada célula agir como um corpo carregado negativamente. Isso significa que cada célula cria um campo carregado negativamente em torno de si que influencia qualquer outro corpo carregado perto dela. Esse campo eletrostático tem conseqüências importantes. Embora o campo seja muito fraco, os campos de cálice celular se repelem mutuamente, desse modo tendendo a manter um espaço de 40 entre as células, exceto onde há um contato juncional real. Todas as superfícies de tecidos celulares, como o revestimento endotelial do sistema vascular por exemplo, levam uma carga negativa estável em suas superfícies. Nesse exemplo a carga da superfície endotelial repele as células sanguíneas, plaquetas e proteínas plasmáticas negativamente carregadas, de modo que são separadas do endotélio por uma zona fina de fluido plasmático puro. Se o endotélio é danificado a área danificada perde sua negatividade, permitindo que as plaquetas fiquem aderidas, havendo o risco conseqüente de formação de trombos (Marino, 1988). Além dessas quatro zonas deve-se observar que a superfície interna imediata da membrana plasmática tem uma carga negativa geral que mantém uma enzima importante, a proteína qui-nase C, presa à sua superfície até que seja ativada e liberada por um influxo de íons Ca+2 para iniciar reações em cascata dentro da célula.(2)

2.5. Propriedades Eletricas dos Tecidos

Todos os tecidos moles incluem em sua estrutura moléculas de proteínas de cadeias longas como colágeno, elastina e queratina. Essas moléculas têm uma estrutura de subunidades repetitivas. Tecidos conjuntivos como cápsulas, ligamentos, fáscias e tendões consistem em bainhas densas dessas moléculas, especialmente de colágeno. A cartilagem consiste em colágeno e pro- teoglicans, e o osso é uma estrutura colagenosa calcificada. Todas as proteínas de tecidos como esses possuem uma característica elétrica em comum: quando são distorcidas mecanicamente (distendidas) por uma carga mecânica aplicada, desenvolvem d.d.p. do tipo piezoelétrico nas superfícies externa e interna (Becker e Marino, 1982; Black, 1986). O osso pode ser considerado um exemplo típico de um tecido desenvolvendo potenciais do tipo piezoelétrico quando é deformado. As voltagens de superfície variam de 10 a 150 mV e são proporcionais ao grau de distensão deformante resultante de uma determinada força de sobrecarga agindo sobre o tecido. Potenciais de superfície do tipo piezoelétricos ocorrendo nos tecidos Essas d.d.p. podem ser denominadas de potenciais relacionados com sobrecarga ou distensão (SRPs - stress or strain-related potentials) ou potenciais gerados por sobrecarga ou distensão (SGPs - stress or strain generated potenciais). Os termos empregados são geralmente definidos em cada texto. Algumas autoridades consideram que a força de sobrecarga aplicada deve ser considerada como a causa primária dessas d.d.p de superfície; outros consideram que a distorção por distensão resultante é a causa direta. Seja qual for a definição seguida, a d.d.p. é proporcional à sobrecarga ou distensão dentro do máximo que pode ser gerado pelo tecido.(2)

Cada molécula de proteína distorcida desenvolve uma d.d.p. e a d.d.p. de superfície do tecido é a soma resultante (Black, 1986). Cada vez que um osso, como o fêmur, assume uma carga decorrente da sustentação de peso, esse se curva levemente. A superfície côncava comprimida gera uma d.d.p. negativa, e a superfície convexa distendida gera uma d.d.p. positiva. Os pontos de carga são medidos em picocoulombs. Um efeito similar ocorre dentro dos canais cheios de fluido, como os canais haversianos, onde a d.d.p. da superfície é denominada de fluxo de potencial, já que é a d.d.p. entre a carga gerada na superfície do tecido e o fluido ionizado que está fluindo além daí. Desenvolve- se uma interface muito fina, eletricamente neutra, entre as duas d.d.p., que é chamada de plano de deslizamento. Em tendões, a sobrecarga tensiva exercida pela contração muscular contra a carga externa transportada pelo tendão entre o músculo e sua inserção esquelética ou fascial gera planos paralelos de carga de d.d.p. ao longo de sua extensão distendida, e o mesmo se aplica a todos os tecidos conjuntivos.(2)

2.6. DISCUSSÃO

A teoria elétrica básica pode ser aplicada à estrutura e função celular considerando a célula viva como um sistema elétrico e um sistema eletrificado, respectivamente. Isso ajuda a fornecer uma estrutura para compreensão de como os efeitos físicos de várias formas de energia elétrica, magnética, eletromagnética e ultra-sónica aplicadas podem ser convertidos em efeitos fisiológicos quando absorvidas pelas células. Isso é particularmente relevante para as modalidades que provocam uma série de respostas celulares sem aquecimento (atérmicas), como a estimulação de baixa frequência, e para aquelas modalidades que alegam possuir, e podem realmente possuir, efeitos não térmicos (atérmicos) além de qualquer outro efeito fisiológico resultante do aumento da temperatura do tecido após a sobrecarga absorção de energia devido à sua aplicação - por exemplo, campos de alta frequência pulsados e contínuos.(2)

O que é preciso ter sempre em mente é que as células são totalidades funcionais. Discuti-las apenas em termos elétricos é abstrair um aspecto de sua função e quaisquer consequências que venham dessa atividade elétrica precisam ser consideradas em seu contexto fisiológico de mudanças no metabolismo e função.

As propriedades elétricas conhecidas do osso e dos tecidos moles, diferentes das células vivas que os fabricam, são muito menos familiares. A razão provável para isso é que a função biológica e o significado desses efeitos elétricos não são constatados e muitas alegações são defendidas de forma acalorada. Essa incerteza é centrada em questões altamente contenciosas relativas às respostas celulares às várias formas de energia discutidas no texto. Deixando de lado as respostas conhecidas e aceitas do sistema celular e corporal às modalidades eletroterapeuticas em consequência de, por exemplo, aquecimento, resfriamento, despolarização, vibração mecânica e reações fotoquímicas, a questão não resolvida é se as células podem receber, descodificar e atuar em frequências, intensidades e formas de ondas específicas do mesmo modo que respondem, por exemplo, à chegada de moléculas hormonais.(2)

Colocando a questão de outra maneira, podem as células agir como receptores elétricos? Elas têm, como os circuitos de rádio, "janelas de frequência" que se modificam de acordo com suas necessidades metabólicas durante a função normal ou quando traumatizadas? Elas podem, de fato, procurar frequências que estão chegando e sintonizar sua circuitaria para ressonar em frequências particulares? Elas podem distinguir entre sinais que conduzem significados a serem recebidos e ruídos aleatórios? Caso positivo, podem elas distinguir, amplificar e usar sinais muito fracos, talvez cem a mil vezes mais fracos do que as d.d.p. de membrana normais e medidos em microvolts, ao invés dos milivolts das d.d.p. de membrana, que podem ser emitidos por células vizinhas muito ativas na forma de biofótons (Kert e Rose, 1989)? Ou desses campos oscilatórios elétricos e/ou magnéticos que são emitidos de fontes ambientais, como cabos da rede elétrica, cabos de alta tensão e equipamentos eletrónicos, e que envolvem o corpo dia e noite?

Se a resposta a essas perguntas for "sim", isso significa que formas particulares de energia elétrica e/ou magnética podem agir como primeiros mensageiros chegando, como moléculas químicas, e a célula responderá a eles de um modo razoavelmente consistente, do mesmo modo que se dá com a insulina ou o hormónio do crescimento por exemplo. Se isso pudesse ser demonstrado de modo razoavelmente certeiro, a medicina eletromagnética, assim como possivelmente a eletroterapia, se desenvolveria como uma especialidade reconhecida. Seria preciso ser capaz de administrar doses mensuradas de eletroterapia apropriadas para os diagnósticos de uma grande variedade de distúrbios como, por exemplo, ocorre atualmente quando doses específicas de J/cm2 de radiação UVA são aplicadas à pele psoriática em conjunto com a terapia com psoraleno (PUVA).(2)

Uma resposta "sim" também tem implicações profundas quanto ao possível papel da eletricidade produzida naturalmente (endógena). A resposta dos tecidos à deformação mecânica com uma d.d.p. do tipo piezoelétrica constitui- se um caso interessante e não resolvido para discussão. Para aqueles que consideram que as evidências suportam a hipótese de trabalho de que as células podem interpretar e responder a padrões flutuantes da f.e.m. externa impingindo em suas superfícies carregadas, essas d.d.p. tissulares resultantes da deformação mecânica são vistas como um sistema de comando autoregulador que instrui as células dos tecidos quanto ao que fazer (Bassett, 1982; Becker e Marino, 1982; Becker e Selden, 1985; Becker, 1991; Black, 1986; Froch-lich, 1988; Nordenstrom, 1983). De acordo com essa visão, a sobrecarga mecânica e a distorção resultante causada pela distensão é transduzida (transformação de energia) em padrões e intensidades de d.d.p. de superfície proporcionais à deformação devido à distensão localizada. Essas d.d.p. agem como um sistema sinalizador sobre as células adjacentes, tais como os fibrócitos nos tendões, os condrócitos na cartilagem e os osteoblastos e osteclastos no osso, instruindo-os a aumentar ou diminuir a formação de tecido ou aumentar/diminuir a absorção de tecido, em resposta à sobrecarga mecânica imposta. Portanto, o osso e o tendão se tornam proporcionalmente mais espessos com o aumento da sobrecarga de apoio de peso através dos exercícios pois as células "lêem" a intensidade e frequência proporcionais das d.d.p. de superfície geradas pelos tecidos. O osso, por exemplo, pode sofrer um extensivo remodelamento em resposta a alterações mantidas na carga. Por outro lado, a osteoporose e o afinamento do tecido conjuntivo associado com o desuso é interpretado por esse ponto de vista como uma falta de estímulo às células da d.d.p. induzida por carga com consequente perda da taxa de reposição de tecido em comparação com a taxa de absorção. O estágio tardio de remodelamento pós-fratura, nessa visão, é programado pela distribuição das intensidades das d.d.p. no local de fratura. O ponto importante aqui é que o remodelamento nesse caso endireita o corpo femoral contra as forças compressivas do apoio de peso que poderiam, pela sobrecarga mecânica, aumentar a deformidade do osso maleável. O argumento para aqueles que consideram que as d.d.p. dos tecidos agem como um importante sistema de informação e controle é que as células, como nesse exemplo, estão respondendo ao gradiente de intensidade da d.d.p. criado pela força de sobrecarga e não à própria força de sobrecarga, que poderia obviamente esmagar as células caso elas a recebessem diretamente.(2)

Os mecanismos pelos quais a d.d.p. pode agir como primeiro mensageiro são aqueles que ela pode ativar canais iônicos, como os de Ca2+, que atuam como um importante segundo mensageiro e pode iniciar, através da proteína quinase C, cascatas enzimáticas específicas dentro da célula ou pode ser captada pelos cordões glicolipídicos carregados que se projetam do lado externo da célula e ser conduzida ao seu interior através de dipolos de microtúbulos conectores, sendo desta forma "reconhecida" por sistemas de enzimas ligados aos microtúbulos.

Uma teoria recente relativa à possibilidade de que sinais muito fracos, como campos eletromagnéticos ou emissão celular de biofótons, possam ser detectados pelas células é que o "ruído" aleatório intrínseco de energia criado pela atividade incessante dos canais iônicos da membrana pode ser incorporado por sinais oscilatórios muito fracos que chegam, criando canais fortes na mesma frequência (Wiesenfeld e Moss, 1995). Com efeito, as flutuações aleatórias dos ruídos de energia da membrana são convertidas em oscilações fortes e regulares que podem modificar o comportamento celular. Essa conversão do ruído aleatório em sinal controlado é conhecida como ressonância (frequência oscilatória) estocástica (ruído aleatório), ou RE, e sua magnitude pode ser expressa como uma razão entre força do sinal e ruído, ou RFR. Se, por exemplo, fosse mostrado que todos estão na mesma freqüência ressonante que as alterações mecânicas, eletroconformacionais, das proteínas transmembrana que controlam o movimento das cargas através da membrana, esses poderiam agir como primeiros mensageiros. Outro exemplo polêmico é a evidência inquestionável de que uma grande variedade de correntes de microampéres flúem e refluem através do corpo ao longo dos canais tissulares que ligam áreas de diferentes atividades metabólicas (Becker, 1991; Borgens et al., 1989; Nordenstrom, 1983). As áreas de atividade me-tabólica elevada são negativas com relação às áreas de baixa atividade metabólica e as correntes flúem através, e em torno, de áreas localizadas de trauma e regeneração de tecidos. (2)

A maior parte das autoridades convencionais vêem essas correntes, quando chegam a reconhecer a sua existência, como produtos colaterais de pouca significância. Outros, como os citados acima, as vêem como um componente essencial de direcionamento e regulação da função corporal que trabalha em sinergia com o sistema nervoso, sistema vascular e sistema hormonal. Nordenstrom (1983), por exemplo, refere-se a eles como um sistema circulatório que é adicional aos outros sistemas. Ele exemplificou o corpo como um sistema de circuito elétrico no qual bainhas de tecido conjuntivo, como as cápsulas dos órgãos, planos fasciais e o sistema vascular, atuam como isolantes relativos, e os fluidos iônicos dos tecidos agem como correntes iônicas que podem conduzir substâncias com cargas tais como nutrientes e resíduos de um lado para outro e alterar as pressões osmóticas dos tecidos. Nordenstrom considera o sistema circulatório sanguíneo fechado como tendo potencial elétrico zero, análogo ao "terra" dos sistemas elétricos, e todos os outros tecidos como tendo uma d.d.p. relativa positiva ou negativa com relação a ele de acordo com seu nível de metabolismo. Os capilares são os pontos de resistência variável através dos quais as correntes iônicas entre os tecidos e o plasma sanguíneo podem fluir de acordo com sua diferença relativa do potencial. Há evidências consideráveis (Borgens et al., 1989; O'Connor, Bentall e Monahan, 1990) mostrando que os gradientes elétricos dos tecidos durante o desenvolvimento embrionário agem como marcadores da direção do crescimento, que os tecidos gerados criam as chamadas "correntes de lesão" que estimulam os processos de reparo e que a regeneração da ferida na pele, como um exemplo particular, é mais eficiente se a área é mantida húmida de modo a poderem fluir através dela correntes de microampères conduzidas pelas f.e.m. geradas pelas camadas da epiderme. Chen (1996) e Tsui (1996) mostraram que os pontos de acupuntura e sistema de meridianos têm suas próprias propriedades elétricas e condutividade direcional. Popp (1986) descobriu que a emissão fraca de biofótons de baixa frequência das células é coerente (como nos lasers), implicando que a fonte é a "circuitaria em estado sólido" das células, e que a emissão e recepção de biofótons entre as células, especialmente durante o desenvolvimento embrionário, é um sistema sinalizador intercelular importante.(2)

Novas pesquisas sobre as propriedades bioelétricas do tecido conjuntivo têm mostrado que seu conjunto regular e repetitivo de moléculas de colágeno com hélice tripla, envolvidas por bainhas entrelaçadas de moléculas de água ligadas, tem propriedades "cristalinas líquidas" para a condução muito rápida de correntes de pró-tons (Ho e Knight, 1998). Essa nova linha de pesquisa, e seu conceito associado de que há um sistema de comunicação tissular corporal de condução rápida correndo ao lado do sistema nervoso, é resumido e explorado por Ho (1998) e Oschman (2000). O segundo, em particular, discute as implicações dessas idéias para os procedimentos de fisioterapia. Por exemplo, dada a mesma voltagem de aplicação, as correntes elétricas de baixa frequência encontram uma resistência ôhmica reduzida em cerca de cem vezes quando aplicadas longitudinalmente ao longo de planos fasciais e ligamentares em comparação com a condução transversal nas fibras. Barnes (2000) relaciona esses novos conceitos de sistemas de bioinformação em todo o corpo com as técnicas de liberação miofascial. Todas as modalidades eletroterapêuticas precisam interagir com a atividade bioelétrica em curso já existente. Essa atividade, por sua vez, deve refletir as alterações na atividade dos tecidos relacionadas com lesão, doença, regeneração e saúde. Scott Mumby (1999), por exemplo, tem tomado essa abordagem de biorressonância exemplificando os órgãos e tecidos como sistemas com frequências que interagem. Tem sido desenvolvido um equipamento para detectar anomalias bioelétricas na frequência e perfis de amplitude emitidos pelo corpo relacionados com processos patológicos e, em retorno, informar as frequências consideradas necessárias para ajudar a regenerar e restaurar a normalidade. Assumindo que futuras pesquisas confirmem essas alegações, o futuro da eletroterapia como eletromedicina poderá vir a se desenvolver ao longo dessas linhas.(2)

[...]

Excerpt out of 113 pages

Details

Title
Electromedicine and Biofeedback
College
Atlantic International University  (School: Science and Engineering)
Author
Year
2011
Pages
113
Catalog Number
V181611
ISBN (eBook)
9783656049074
ISBN (Book)
9783656048664
File size
23749 KB
Language
Portugues
Tags
electromedicine, biofeedback
Quote paper
Master Vitor Monteiro (Author), 2011, Electromedicine and Biofeedback, Munich, GRIN Verlag, https://www.grin.com/document/181611

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