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Scholary Paper (Seminar), 2002, 12 Pages
Author: Thomas Strobel
Subject: Romance Languages - Portuguese Studies
Details
Institution/College: University of Lisbon (Departamento de Língua e Cultura Portuguesa (Faculdade de Letras))
Tags: Laranjas”, Olivença”, Seminar, História, Cultura, Contemporânea
Year: 2002
Pages: 12
Grade: Muito bom (= Note 1)
Bibliography: ~ 14 Entries
Language: Portugues
ISBN (E-book): 978-3-640-15339-8
ISBN (Book): 978-3-640-15514-9
File size: 139 KB
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Abstract
A caricatura inglesa, que faz alusão à assinatura do Tratado de Badajoz por Portugal, depois da chamada “Guerra das Laranjas” de 1801, acentua a impotência e fraqueza do governo português face ao fracasso da sua tão desejada neutralidade num clima internacional tenso, com todas as consequências fatais desta inclusão forçada. A Espanha é representada aqui pelo “Príncipe da Paz”, D. Manuel Godoy2. Por consequência da guerra entre os dois vizinhos ibéricos com palco privilegiado no Alto Alentejo, que se explica só no contexto internacional e global do conflito entre a França napoleónica expansionista e a Inglaterra, potência suprema nos mares, a cidade portuguesa de Olivença com as suas terras foi incorporada “perpetuamente” pela Espanha que tinha desejado há muito o rio Guadiana como fronteira natural. Neste trabalho trata-se de examinar as causas e circunstâncias da perda de Olivença – “uma cidade portuguesa «de jure», administrativamente espanhola «de facto»”3 – no conflito das duas mais fortes potências da época, a França e a Inglaterra. Como é que a guerra entre Portugal e Espanha está incluída num sistema de interesses estratégicos anglo-franceses, no qual Olivença constitui uma “moeda de troca entre a França e a Inglaterra”4? Até que ponto a luta no Alentejo pode ser vista como primeira etapa das sucessivas incursões bélicas francesas, como “prólogo”5 das invasões napoleónicas dos anos 1807-1810/11? Outra razão para uma perspectiva histórica globalizante indispensável sob a questão de Olivença e o Tratado de Badajoz, é fundada na projecção americana da controvérsia europeia, ou seja no velho problema dos limites no Brasil e na criação seguinte do Uruguai como nova nação. 1 Carlos Eduardo da Cruz Luna, Nos caminhos de Olivença, Estremoz 32000, p. 107. 2 Manuel Domingo Francisco Godoy y Álvarez de Faria Ríos Sánchez Zarzosa (nasceu em 12 de Maio de 1767 em Alcuera, Badajoz, e morreu em 7 de Outubro de 1851 em Paris): trata-se de uma figura muito contraditória na história de Espanha; depois de uma ascensão meteórica, é nomeado “Príncipe da Paz” pelo rei Carlos IV em virtude da Paz de Basileia, 1795. 3 Luna, p. 11. 4 António Pedro Vicente, “Olivença. Início da expansão napoleónica na península”, in: História, Ano XXIII (III Série), 36: “150 Anos da Regeneração”, Lisboa 2001, p. 50. 5 Ibidem.
Excerpt (computer-generated)
UNIVERSIDADE DE LISBOA
Faculdade de Letras
Departamento de Língua e Cultura Portuguesa
Ano lectivo 2001-2002
A "Guerra das Laranjas" e a "Questão de
Olivença" num contexto internacional
Thomas Strobel
Curso Anual de Língua e Cultura Portuguesas
2
1. Introdução
"(...) e sua dita Magestade conservará em qualidade de conquista para
a unir perpetuamente aos seus domínios e vassalos, a Praça de Olivença,
seu território e povos desde o Guadiana; de sorte que este rio seja o limite
dos respectivos Reinos, naquela parte que unicamente toca ao sobredito
território de Olivença."
Art. III do Tratado de Badajoz (6-6-1801)1
A caricatura inglesa, que faz alusão à assinatura do Tratado de Badajoz por
Portugal, depois da chamada "Guerra das Laranjas" de 1801, acentua a impotência
e fraqueza do governo português face ao fracasso da sua tão desejada neutralidade
num clima internacional tenso, com todas as consequências fatais desta inclusão
forçada. A Espanha é representada aqui pelo "Príncipe da Paz", D. Manuel Godoy2.
Por consequência da guerra entre os dois vizinhos ibéricos com palco privilegiado no
Alto Alentejo, que se explica só no contexto internacional e global do conflito entre a
França napoleónica expansionista e a Inglaterra, potência suprema nos mares, a
cidade portuguesa de Olivença com as suas terras foi incorporada "perpetuamente"
pela Espanha que tinha desejado há muito o rio Guadiana como fronteira natural.
1 Carlos Eduardo da Cruz Luna, Nos caminhos de Olivença, Estremoz 32000, p. 107.
2 Manuel Domingo Francisco Godoy y Álvarez de Faria Ríos Sánchez Zarzosa (nasceu em 12 de
Maio de 1767 em Alcuera, Badajoz, e morreu em 7 de Outubro de 1851 em Paris):
trata-se de uma figura muito contraditória na história de Espanha; depois de uma ascensão
meteórica, é nomeado "Príncipe da Paz" pelo rei Carlos IV em virtude da Paz de Basileia, 1795.
3
Neste trabalho trata-se de examinar as causas e circunstâncias da perda de
Olivença "uma cidade portuguesa «de jure», administrativamente espanhola «de
facto»"3 no conflito das duas mais fortes potências da época, a França e a
Inglaterra. Como é que a guerra entre Portugal e Espanha está incluída num sistema
de interesses estratégicos anglo-franceses, no qual Olivença constitui uma "moeda
de troca entre a França e a Inglaterra"4? Até que ponto a luta no Alentejo pode ser
vista como primeira etapa das sucessivas incursões bélicas francesas, como
"prólogo"5 das invasões napoleónicas dos anos 1807-1810/11?
Outra razão para uma perspectiva histórica globalizante indispensável sob a questão
de Olivença e o Tratado de Badajoz, é fundada na projecção americana da
controvérsia europeia, ou seja no velho problema dos limites no Brasil e na criação
seguinte do Uruguai como nova nação. Esta questão faz também parte do empenho
predominante das grandes potências continentais e da Inglaterra para definirem, na
Europa como nas colónias, as próprias áreas de interesse.
2. A Península Ibérica na época da Revolução Francesa
É por ocasião e no espírito do Tratado de Amizade, Garantia e Comércio no Real
Sítio do Pardo (Tratado do Pardo) entre Portugal e Espanha que se realizam os
casamentos da Infanta Carlota Joaquina com o Príncipe Regente D. João e de D.
Mariana Vitória com o Infante de Espanha D. Gabriel. Trata-se de uma manifestação
das boas relações na Península que, mais tarde, encontrará reforço e nova
expressão na convenção de Madrid, em 15 de Julho de 1793.
No ano da eclosão da Revolução Francesa, em 1789, Carlos IV é aclamado rei de
Espanha, cujo primo, Luís XVI, no período mais agudo da revolução, que deverá
romper definitivamente com a França do Antigo Regime, é condenado e
executadado em Janeiro de 1793, não obstante as diligências espanholas. Este acto
é seguido por uma reacção decidida da Espanha, que a 23 de Fevereiro de 1793
declara guerra à França.
3 Luna, p. 11.
4 António Pedro Vicente, "Olivença. Início da expansão napoleónica na península", in: História, Ano
XXIII (III Série), 36: "150 Anos da Regeneração", Lisboa 2001, p. 50.
5 Ibidem.
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