Apesar de nao ser original de Nietzsche, o tema Nihilismo, ele deu uma grande contribuicao, que pode ser vista neste trabalho. Este trabalho se propõe a demonstrar a relação entre Nietzsche e o niilismo. Com o anúncio da morte de Deus feita por Nietzsche, se evidencia um vazio denominado niilismo. Este niilismo é caracterizado de duas formas, uma negativa, outra positiva: a primeira consiste no esvaziamento de toda espécie possível de valorização moral e a segunda na transvaloração de todos os valores morais. A problemática encontra-se em saber se o existir humano é beneficiado pela moral ou a moral encobre e empobrece a verdade do ser humano. Numa busca genealógica sobre a moral, Nietzsche critica o niilismo afirmando a perda de sentido dos valores morais causado por ele, mas também vê no mesmo uma perspectiva positiva para afirmação e criação de novos valores. O objetivo de Nietzsche é constatar o niilismo como um problema para o ser humano no período moderno. Esta pesquisa possui uma metodologia específica de caráter teórico-bibliográfico, que busca uma contextualização alicerçada em comentadores e estudiosos acerca do presente tema.
Índice
INTRODUÇÃO
1. O SURGIMENTO DA RELAÇÃO NIETZSCHE E O NIILISMO
1.1. A pretensa paternidade do conceito niilismo
1.2. Schopenhauer e o niilismo
1.3. Borguet e o conceito de decadência
1.4. As duas perspectivas da análise nietzscheana sobre o niilismo
2. O NIILISMO NEGATIVO E REATIVO
2.1. Niilismo negativo
2.1.1. Cristianismo, um platonismo para o povo?
2.1.2. O niilismo da religião cristã
2.1.3. Niilismo como condição psicológica
2.2. Niilismo reativo
2.2.1. A morte de Deus: o fim da noção judaico-cristã de divindade
2.2.2. Niilismo passivo
3. NIILISMO POSITIVO-ATIVO
3.1. Eterno retorno
3.2. Amor fati
3.3. Super-Homem
3.4. Transvaloração de todos os valores
3.5. Ética contemporânea e niilismo
Objetivos e Temas da Pesquisa
Este trabalho tem como objetivo central investigar a relação filosófica entre Friedrich Nietzsche e o conceito de niilismo, analisando como o filósofo diagnostica a perda de sentido dos valores morais modernos e propõe uma transvaloração. A pesquisa busca responder se a moral tradicional beneficia o ser humano ou se, na verdade, ela atua como um mecanismo que empobrece a existência.
- Análise da gênese histórica e conceitual do niilismo.
- Distinção entre o niilismo negativo/reativo e o niilismo positivo/ativo.
- Exame crítico dos conceitos nietzscheanos: Eterno Retorno, Amor Fati e Super-Homem.
- Discussão sobre a repercussão do pensamento de Nietzsche para a ética contemporânea.
Auszug aus dem Buch
2.1.1. Cristianismo, um platonismo para o povo?
Da explanação feita acima, surge uma questão: seria o cristianismo um platonismo para o povo? Sem a pretensão de uma resposta pronta ou definitiva, este tópico busca apresentar uma reflexão que envolve a filosofia (o idealismo socrático-platônico) e a religião cristã.
A filosofia de Platão é contestada por Nietzsche. No livro O Crepúsculo dos ídolos ele escreve: “em relação a Platão sou um cético sou um cético radical e nunca fui capaz de fazer coro com a admiração pelo artista Platão, que é tradicional entre eruditos,” e complementa dizendo que “Platão é aquela ambigüidade e fascinação, chamada “ideal”, que tornou possível as naturezas mais nobres da antiguidade o mal entendido sobre si mesmas e o primeiro passo na ponte que conduziria à cruz”.
Resumo dos Capítulos
1. O SURGIMENTO DA RELAÇÃO NIETZSCHE E O NIILISMO: Contextualiza as origens do conceito de niilismo e a influência de pensadores como Turgueniev, Schopenhauer e Borguet na formação intelectual de Nietzsche.
2. O NIILISMO NEGATIVO E REATIVO: Analisa a crítica de Nietzsche à metafísica e ao cristianismo como formas de negação da vida, explorando os desdobramentos psicológicos e históricos da modernidade.
3. NIILISMO POSITIVO-ATIVO: Apresenta a vertente afirmativa da filosofia nietzscheana, focada na superação do niilismo através do Eterno Retorno, Amor Fati e da figura do Super-Homem.
Palavras-chave
Nietzsche, niilismo, valores morais, cristianismo, metafísica, eterno retorno, amor fati, super-homem, transvaloração, ética, modernidade, decadência, filosofia, existência, vontade de poder.
Perguntas Frequentes
Qual é a premissa fundamental deste trabalho acadêmico?
O trabalho investiga a complexa relação entre o filósofo Friedrich Nietzsche e o conceito de niilismo, avaliando como ele diagnostica a crise da moral ocidental e sugere novas direções existenciais.
Quais são os eixos temáticos abordados?
A pesquisa foca na gênese do niilismo, na transvaloração dos valores morais, na crítica ao cristianismo e na proposição nietzscheana de uma ética baseada na afirmação da vida.
Qual é a principal pergunta de pesquisa?
A questão principal é se o existir humano é genuinamente beneficiado pela moral tradicional ou se essa moral serve meramente para encobrir e empobrecer a verdade do ser humano.
Que metodologia foi empregada?
Utilizou-se uma metodologia de caráter teórico-bibliográfico, com ênfase na análise de obras de Nietzsche e no diálogo com comentadores e estudiosos do tema.
O que compõe o conteúdo do corpo principal da obra?
O corpo principal divide-se entre a análise do niilismo como fenômeno negativo e reativo (histórico e psicológico) e a exploração de sua superação através de conceitos afirmativos, como o Super-Homem.
Como a obra pode ser caracterizada por suas palavras-chave?
Os termos que melhor sintetizam o estudo são Nietzsche, niilismo, transvaloração, ética e a superação da modernidade através de novas formas de vida.
Como Nietzsche descreve a relação entre o cristianismo e o platonismo?
Nietzsche interpreta o cristianismo como um "platonismo para o povo", ou seja, uma forma vulgarizada do dualismo platônico feita para ser acessível às massas, promovendo a negação do mundo sensível.
O que é, concretamente, o "Amor Fati" de acordo com o texto?
O Amor Fati representa o "amor ao destino", significando a aceitação integral da vida tal como ela é, com todas as suas alegrias e crueldades, sem recorrer a consolos metafísicos ou religiosos.
Por que Nietzsche critica o que ele chama de "homem fraco"?
O filósofo critica o homem fraco por sua necessidade de buscar pontos de apoio fixos e "mundos ideais" para fugir do desespero e da fragilidade da existência, perdendo assim a vivência do presente.
Como o Super-Homem supera o niilismo?
O Super-Homem supera o niilismo ao perceber a transitoriedade de todas as coisas e, em vez de sucumbir ao vazio, torna-se o criador de seus próprios valores, afirmando o sentido da terra.
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- Maximiliano Candido (Autor:in), 2009, Nietzsche e o Nihilismo, München, GRIN Verlag, https://www.grin.com/document/1267999