Reposta Das Macroalgas Perante Variações De Temperatura E Salinidade

Ulva fasciata e Sargassum stenophylum


Scientific Study, 2009
17 Pages

Excerpt

İndice

Resumo
Abstract
Introduçâo

Materiais e métodos
Resultados
Discussäo dos resultados

Conclusäo /recomendaçöes

Referencias bibliográficas

Resumo

Este estudo tem o intuito de testar o desempenho fotossintético das espécies de algas ( Ulva fasciata e Sargassum stenophylum) em diferentes salinidades, a fim de verificar o estado fisiològico da alga através da fluorescência da clorofila a. Para cada espécie utilizou-se quatro replicas de 0,35g. Cada amostra foi incubada nas salinidades 5, 15 e 34e duas câmaras de temperatura (15 e 25°c) por quatro dias sob fotoperiodo de 14:10 h (14h de luz e 10 horas de escuro). Apòs o primeiro e o ultimo dia de incubaçâo foram feitas mediçöes com o PAM para determinar a fluorescência da clorofila a. Para verificar a influência dos factores ambientais testados (temperatura e salinidade) e a importância relativa de cada factor. Os resultados foram avaliados através de análise de variância para os efeitos principiais (ANOVA). Os resultados mostram que as duas espécies säo capazes de adaptarem-se a variaçoes nos parâmetros em estudo embora de uma forma diferente.

Palavras-chave: fluorescência; clorofila a; salinidade, temperatura, Ulva fasciata e Sargassum stenophylum.

Abstract

This study has the intent to test the photosynthetic performance of seaweed species (Ulva fasciata e Sargassum stenophylum) in different salinities, with the purpose to verify the physiologic state of the alga through florescence chlorophyll a. For each species, it was utilized four (4) retort of 0,35g. Each sample was incubate on salinities 5,15 and 34 and two temperature chambers(15°C and 25°C) during four days under photoperiod of 14:10h (14h of light and 10h of dark). After the first and the last day of incubation, was made measures with PAM to determinate the chlorophyll a. to verify the influence of the tested environmental factors (temperature and salinity) and the relative importance of each factor. The results were valued through analysis of variance for the main effects (ANOVA). The results signs that the two species are capable to adopt the variations on the parameters on study, although of one different way.

Keywords: florescence; chlorophyll a; salinity; temperature; Ulva fasciata and Sargassum stenophylum.

Introduçâo

As algas säo organismos capazes de ocupar todos os meios que lhes ofereçam luz e humidade suficientes, temporárias ou permanentes, assim, säo encontradas em águas doces, na água do mar, sobre os solos húmidos ou mesmo sobre a neve, quer sejam unicelulares ou pluricelulares, as algas retiram todos os nutrientes que precisam do meio onde estäo soluçâo ou humidade e, portanto, säo organismos fundamentalmente aquáticos (Bhattacharya & Medlin, 1998).

Segundo Lobban e Harrison (1994) dentre os grupos de macroalgas marinhas podemos destacar très grandes grupos: Chlorophyta (algas verdes), Phaeophyta (algas castanhas ou pardas), e Rhodophyta (algas vermelhas) tendo como fatores ambientais mais importantes para o seu desenvolvimento a temperatura, salinidade, luz, movimento da água e disponibilidade de nutrientes. Portanto, o controle do crescimento, reproduçâo, ciclo de vida, produçâo de biomassa e composiçâo química de várias espécies de algas (Perfeto, 1998; Sousa-Pinto et al., 1999; Orduna-Rojas et al., 2002), säo regulados por uma complexa interaçâo entre esses parâmetros ambientais.

As algas verdes säo extremamente abundantes nos ambientes aquáticos sendo uns dos mais importantes componentes do fitoplâncton. Säo responsáveis pela maior parte da prod^äo de oxigènio molecular disponível no planeta a partir da fotossíntese. Vivem em uma variedade de habitas, porém apenas 10% das mais de 7 mil espécies säo marinhas, a maior parte vive em água doce. Acumulam amido no interior de suas células, e contèm os pigmentos clorofilas a e b, carotenos e xantofilas; a presença de clorofilas a e b sustentam a idéia de que as algas verdes tenham sido as ancestrais das plantas superiores, por serem estas possuidoras destes tipos de clorofila.

As algas castanhas säo organismos pluricelulares predominantemente marinhos (mais comuns em mares frios), vivendo fixadas em um substrato ou flutuando, formando imensas florestas submersas. Säo as maiores existentes, podendo atingir mais de 25 m. Nestes organismos säo encontrados os pigmentos, clorofilas a e c, fucoxantina e outros carotenóides, e como substâncias de reserva, óleos e polissacarídeo.

As comunidades de macroalgas marinhas por serem compostas de organismos sésseis, sofrem efeitos de diversos elementos do meio circundante, o que as faz excelentes sensores biológicos das condiçöes ambientais e das tendèncias evolutivas de seus ecossistemas (Borowitzka ,1972).

Do ponto de vista bioquímico e fisiològico, as algas apresentam similaridade em muitos aspectos às plantas superiores. Todas possuem dorofila “a” como principal pigmento fotossintético e as mesmas vias bioquímicas básicas. Outros tipos de clorofila apresentam uma distribuiçâo mais limitada, fUncionando como pigmentos acessòrios, assim como os carotenóides (β-caroteno e fucoxantina) e as ficobiliproteínas (ficocianina, ficoeritrina e aloficocianina). Também seus carboidratos de reserva e proteínas apresentam similaridade com as estruturas das plantas superiores (South; Whittick, 1987).

As algas säo seres autotròficos fotossintetizantes, ou seja, que produzem o seu pròprio alimento fazendo fotossíntese. A fotossíntese é um processo de fundamental importância, pois é a principal via de entrada de matéria orgànica nova em muitos ecossistemas (Margalef, 1989), sendo desenvolvida por algas, vegetais superiores e algumas bactérias, tipicamente classificados como organismos produtores primários (Lee, 1999). O processo fotossintético ocorre a nível celular em organelas especializadas denominadas cloroplastos onde ocorrem a captaçâo da energia luminosa e as reaçöes responsáveis pela sua transformaçâo em energia química utilizável pelo organismo (Lee, 1999). Essas reaçöes ocorrem em centros de reaçâo associados com complexos de pigmentos conjugados com proteínas especializadas na captaçâo da luz e macromoléculas especializadas no transporte de elétrons. O processo fotossintético é tipicamente dividido em duas partes, as reaçöes da fase clara e as reaçöes da fase escura. Em uma das reaçöes da fase clara o hidrogênio é carreado da molécula de água, por uma série de transportadores de elétrons, até o NADP formando NADPH2, enquanto que na outra reaçâo, há a liberaçâo de oxigênio das moléculas de água. O conjunto de macromoléculas especializadas no transporte de elétrons associadas com a reduçâo do NADP, é designado como fotossistema II (FSII), enquanto que o fotossistema I (FSI) corresponde ao conjunto de transportadores de elétrons associado com a liberaçâo do oxigênio da água. Juntamente com o transporte de elétrons há a formaçâo de ATP a partir de ADP e fosfato inorgànico. O NADPH2 formado na fase clara é usado para reduzir o CO2 ao nível de carboidrato (reaçöes da fase escura) através da energia suprida pela quebra do ATP também produzido na fase clara (Kirk, 1994). Em estudos fisiològicos de organismos fotossintetizantes, algumas técnicas disponíveis permitem avaliar o processo fotossintético, reposta do organismo que se relaciona com seu estado de saúde. Avanços na tecnologia de fluorescência da clorofila a permitem acessar rapidamente a máxima performance fotossintética do fotossistema II (Fv/Fm), que tem sido utilizada como um indicador do estado fisiològico de organismos fotossintetizantes ( Marchand et al., 2006).

Buscando estudar o comportamento apresentado por macroalgas em funçâo das variaçöes de parâmetros abiòticos, este trabalho teve como objectivo geral avaliar a influência da temperatura e salinidade na fluorescência da clorofila.

Objectivos específicos:

- Analisar a resposta fisiològica das macroalgas perante os estresses causados pela temperatura e salinidade.
-Determinar qual a temperatura e salinidade que as algas tem uma melhor resposta.

Este estudo é importante porque através da fluorescência da clorofila pode-se especular acerca do funcionamento fisiològico de uma determinada espécie de alga quando sujeito a uma determinado estresse (temperatura e salinidade), aspectos que säo importantes conhecer para o desenvolvimento do cultivo de uma espécie.

Materials e métodos

A colecta de algas foi realizada no dia 4 de Setembro de 2009, na Praia de ponta das canas (figura 1), localizada no norte da ilha da santa Catarina ( 27° 24’ 04” S 48° 25' 40" O), em local de costäo rochoso irregular e com fracas influências antropogénicas. As amostras foram colectadas aleatoriamente num periodo de maré baixa e transportada para o laboratòrio de botànica da Universidade Federal de Santa Catarina em sacos de plásticos escuros com água do local de colecta dentro de uma arca. No laboratòrio o meio foi preparado usando água de torneira destilada e um sal de aquàrio para obter as salinidades desejadas e as amostras foram lavados com água do mar tratada com raios ultravioletas para retirada de materiais indesejáveis, como epifitas, gräos de areia e pequenos animais e depois transferidas para dois aquários onde permaneceram durante quatro dias na temperatura de 22°C, e salinidade de 25 ups (unidade padräo de salinidade) para aclimataçâo. Depois desse periodo as amostras foram cortadas e pesadas numa balança de precisäo para obter 48 amostras (24 de U.fasciata 24 de S.stenophylum), cada uma pesando 0,35g e em seguida foram colocadas em frascos do tipo erlenmeyer de 250ml contendo o meio enriquecido com von stosh. Foram testadas salinidades de 5, 15 e 34 ups sendo que, para cada salinidade 4 réplicas. Posteriormente estas foram incubadas por 4 dias em duas càmaras de temperaturas, uma de 16°C (média de temperatura de inverno) e outra de 24°C (média de temperatura de veräo) com irradiància de 96 e 109 pmol m-2s-1 respectivamente sob fotoperiodo de 14:10 h (14h de luz e 10 horas de escuro). Com essas réplicas foram feitas mediçöes com o Diving-PAM (figura 2) apòs o primeiro e ultimo dia de incubaçâo para a determinaçâo da fluorescência da clorofila como indicador de estresse através de observaçoes de mudanças na eficiência fotossintética das espécies em estudo (Seddon & Cheshire, 2001), sendo que para cada réplica duas mediçöes foram feitas. Para obter a florescência máxima as amostras foram aclimatadas no escuro durante aproximadamente trinta minutos antes de fazer as mediçöes (Schreiber et al, 1998), Para verificar a influência dos factores ambientais testados (temperatura e salinidade) e a importància relativa de cada factor, os resultados foram avaliados através de análise de variància para os efeitos principiais (ANOVA), utilizando o programa Statistica (StatSoft, v.7.0), mas antes foi feito um teste de Cochran para averiguaçâo da normalidade dos dados.

[...]

Excerpt out of 17 pages

Details

Title
Reposta Das Macroalgas Perante Variações De Temperatura E Salinidade
Subtitle
Ulva fasciata e Sargassum stenophylum
College
Reitoria da Universidade de Cabo Verde  (Universidade Federal de Santa Catarina)
Course
Bacharelato Biologia Marinha e Pescas
Author
Year
2009
Pages
17
Catalog Number
V166035
ISBN (eBook)
9783640818204
ISBN (Book)
9783640821617
File size
640 KB
Language
Portugues
Tags
reposta, macroalgas, perante, variações, temperatura, salinidade, ulva, sargassum
Quote paper
Helder Pires (Author), 2009, Reposta Das Macroalgas Perante Variações De Temperatura E Salinidade, Munich, GRIN Verlag, https://www.grin.com/document/166035

Comments

  • No comments yet.
Read the ebook
Title: Reposta Das Macroalgas Perante Variações De Temperatura E Salinidade


Upload papers

Your term paper / thesis:

- Publication as eBook and book
- High royalties for the sales
- Completely free - with ISBN
- It only takes five minutes
- Every paper finds readers

Publish now - it's free