The « New State » political regimes imposed on Portugal (Estado Novo), Spain(Nuevo Estado), and Greece (Neon Kratos) in the 1920s and 1930s were by no means accidental political events. In fact, they were due to the overt or latent British initiative and aimed, in theory, at the “containment of the Communists” but actually at “Russians’ stopping”. For, unlike what was expected, Russia had not collapsed after the Bolshevists acceded to power. Quite the contrary! As early as the mid-1920s, the spreading of the Communist ideology throughout Europe involved the danger of a Russian descent on the Mediterranean seashore; and that meant that –according to the famous theory of Sir Halford Mackinder- the Soviet Union, i.e. Russia, was to fight once more for global rule.
Conteúdo
PROLEGÔMENO
I. O ARQUÉTIPO LUSITANO
II. FRANCO E GRÃ-BRETANHA: A SIMPATIA PARADOXAL E ENIGMÁTICA
III. METAXÁS E Ο CONFLITO GRECO-ITALIANO DOS ANOS 1940- 1941
CONCLUSÕES: Os regimes pseudo-fascistas e a doutrina Mackinder
Objetivos e Temáticas da Obra
Esta obra tem como principal objetivo analisar a natureza real dos regimes do "Estado Novo" em Portugal, Espanha e Grécia durante o período pré-Segunda Guerra Mundial, questionando a sua classificação comum como fascistas e explorando o seu papel geopolítico no contexto da doutrina de Mackinder em relação às potências democráticas ocidentais e à União Soviética.
- Análise comparativa das ditaduras de Salazar, Franco e Metaxás.
- Investigação das relações diplomáticas paradoxais destes regimes com a Grã-Bretanha.
- Estudo do papel da Grécia no conflito com a Itália e as estratégias navais britânicas.
- Avaliação da "aparência fascista" versus a orientação política real pró-britânica.
- Aplicação da teoria geopolítica de Halford Mackinder sobre o acesso aos "Mares Quentes".
Auszug aus dem Buch
III. METAXÁS E Ο CONFLITO GRECO-ITALIANO DOS ANOS 1940- 1941
As hostilidades entre a Grécia e Itália, que começaram no final de outubro de 1940 e terminaram com a ocupação da Grécia na primavera do ano seguinte, 1941, pelas Potências do Eixo, continuam a ser consideradas como uma “agressão não provocada” da Itália fascista contra “um inocente país dos Bálcãs”. No entanto, a pesquisa rudimentar dos documentos gregos leva a uma conclusão totalmente diferente. Na verdade, a Grécia foi, a partir de 1936, aliada da Grã-Bretanha. O documento seguinte é revelador: De facto, no caso duma guerra entre o Reino Unido e Itália, a Grécia ia a ficar “incondicionalmente” do lado dos Britânicos. É, pois, necessário, citar alguns trechos, os mais típicos, desse documento crucial:
Aide-Mémoire
Mais secreto
Recorde-se que, no início de dezembro último, o Governo de Sua Majestade solicitou ao Governo Helénico garantias do seu apoio, nos termos do Pacto da Liga das Nações, na eventualidade dum ataque da Itália a qualquer Potência que cumpra as suas obrigações [no quadro do referido Pacto], e que o Governo Helénico deu uma resposta muito clara no sentido de que a Grécia cumpriria sem hesitação todas as suas obrigações. Em particular, foi pedido ao Governo Helénico que concedesse facilidades à Marinha Real [britânica] - na suposição de que a Grã-Bretanha fosse a vítima de agressão - para o uso de portos, docas portuárias e instalações de reparação; sobre estes pontos foram dadas garantias igualmente firmes.
Resumo dos Capítulos
PROLEGÔMENO: Introduz o caso de Stefan Zweig e estabelece a base para a análise dos regimes ditatoriais europeus com base em observações históricas e políticas.
I. O ARQUÉTIPO LUSITANO: Analisa a ascensão de Salazar ao poder, a sua transição de monarquista para criador de uma "solução híbrida" no Estado Novo e a sua política de neutralidade.
II. FRANCO E GRÃ-BRETANHA: A SIMPATIA PARADOXAL E ENIGMÁTICA: Examina como Franco, apesar da sua aparência fascista, manteve relações pragmáticas com os britânicos, facilitando a neutralidade espanhola.
III. METAXÁS E Ο CONFLITO GRECO-ITALIANO DOS ANOS 1940- 1941: Detalha a aliança secreta da Grécia com o Reino Unido antes da guerra e refuta a tese da agressão italiana não provocada.
CONCLUSÕES: Os regimes pseudo-fascistas e a doutrina Mackinder: Conclui que estes regimes serviram como barreiras estratégicas contra o acesso soviético aos "Mares Quentes", sob a égide ocidental.
Palavras-chave
Estado Novo, Salazar, Franco, Metaxás, Geopolítica, Doutrina Mackinder, Segunda Guerra Mundial, Neutralidade, Grã-Bretanha, Fascismo, Grécia, Espanha, Portugal, Estratégia, Potências do Eixo.
Perguntas Frequentes
Sobre o que é fundamentalmente esta obra?
A obra explora a natureza real dos regimes ditatoriais de Salazar, Franco e Metaxás, argumentando que eram "fascistas" apenas na aparência e alinhados estrategicamente com o Ocidente.
Quais são os temas centrais abordados?
Diplomacia europeia pré-guerra, o papel estratégico da Península Ibérica e da Grécia, e a aplicação da doutrina geopolítica de Mackinder no século XX.
Qual é o objetivo principal do autor?
Desmistificar a categorização destes regimes como puramente fascistas e revelar a sua função geopolítica oculta como guardiões ocidentais contra a expansão soviética.
Qual é a metodologia científica utilizada?
O autor utiliza uma análise documental baseada em arquivos diplomáticos históricos, telegramas secretos e despachos oficiais da época.
O que é tratado no corpo do documento?
O corpo desenvolve os estudos de caso de Portugal, Espanha e Grécia, detalhando as conexões com a Grã-Bretanha e as manobras para manter a neutralidade ou cooperação durante a Segunda Guerra Mundial.
Quais são as palavras-chave que definem a obra?
Estado Novo, Geopolítica, Salazar, Franco, Metaxás, Neutralidade, Doutrina Mackinder e Alianças Diplomáticas.
Por que a Grécia é um ponto central na análise do autor?
A Grécia é destacada por demonstrar como os documentos diplomáticos alteram a visão tradicional sobre a sua neutralidade e agressão, revelando uma aliança prévia com Londres.
Como o autor utiliza a doutrina de Mackinder para explicar estas ditaduras?
O autor sugere que os aliados democráticos apoiaram estes regimes para impedir que a Eurásia alcançasse os "Mares Quentes", garantindo a segurança geopolítica global.
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- Dimitris Michalopoulos (Autor:in), 2026, O "Novo Estado" em Portugal, na Espanha e na Grécia, München, GRIN Verlag, https://www.grin.com/document/1710623