O colapso da civilização maia


Seminar Paper, 2011
14 Pages, Grade: 2,3
Luciana K.haotica (Author)

Excerpt

Índice

1. Introdução

2. O mundo dos maias

3. Descoberta

4. História

5. A decadência da civilização maia

6. Conclusão

7. Bibliografia

1. Introdução

A civilização maia foi uma das mais importantes culturas pré-columbianas na Mesoamérica. Digno de ser mencionado é sobretudo o seu único sistema de escrita, a arquitectura e os sistemas astronômicas.

Hoje em dia, a maioria das pessoas no mundo só pensam relacionadas com os maias nos calendários populares e na tese do fim do mundo em 2012. Isto é a imagem dos media. Contudo, há muito mais de dizer.

O trabalho presente vai dedicar-se nem o sistema calendário nem a ideia do fim do mundo. Esta temática ultrapassa o âmbito do trabalho.

As exposições seguintes sobre o mundo dos maias, a descoberta e a história devem servir como vista geral e introdução na temática. As informações são tiradas do livro „Die Maya. Geschichte - Kultur - Religion.“ de Berthold Riese.

O autor (*1944) é um etnólogo e arqueólogo da Alemanha. Ele trabalha como professor na secção „Americano Antigo“ da Universidade de Bonn. Riese estudou etnologia, sinologia, religião, geologia, história e „Americano Antigo“ em Heidelberg e Hamburg. 1971, ele promoveu sobre a escrita dos maias na Universidade de Hamburg. Dez anos mais tarde, o doutoramento em Berlim seguiu. Desde 1966, ele estava muitas vezes no México para pesquisar. Entre 1977 e 1983, Berthold Riese realizou por exemplo pesquisas arqueológicas na cidade maia Copán.1

Nessa base, queria elucidar o colapso dos centros dos maias na planície central. Em base de várias fontes de autores diferentes vou discutir a questão central: Como pôde acontecer que uma civilização tão sofisticada como os maias acaba de existir?

2. O mundo dos maias

No início é importante localizar o território antigo dos povos maias e descrever as realidades geográficas e geológicas assim como a vegetação.

Localização: O território inclui no norte a península Yucatán, nos sul os países montanhosos de Chiapas, Guatemala, El Salvador e Honduras que são formados pela cordilheira americana. O curso inferior do Rio Grijalua forma a fronteira no oeste. A fronteira do território segue no sudeste mais o menos a borda ocidental do vale do Rio Ulua em Honduras. No sudoeste e nos sul, o pacífico forma a fronteira natural.2

Vegetação: O território antigo dos maias encontra-se nos trópicos temperados. No norte da península Yucatán há estepe da sarça. Grandes partes da planície no sul eram naquele altura uma paisagem ralo com floresta e savana. Hoje floresta tropical existe ali. Nas florestas extensas há quase todos os tipos de madeira. O território em geral oferece uma paleta larga de produtos naturais.3

Geologia: Muitas partes do país montanhoso estão activos tectonicamente. Há vulcões que são em partes mais altos de 3000 metros. Nesta zona muitas vezes terramotos ou erupções vulcânicos acontecem. Esta área só oferece poucas possibilidades para uma povoação ou a exploração agrícola. No norte, muito calcário existe que é importante como pedra de construção, para ganhar cimento, para fazer esculturas e para preparar refeições de milho. Um obstáculo da povoaçao são na planície do norte os assim chamados „Maya mountains“ que são um prolongamento da cordilheira ao longo da costa em Belize.4

Água: Há contrastes extremos com respeito à presença da água nas regiões diferentes.

Em Yucatán, ou seja, na parte do norte não há rios, mas sim correntes do lençol freático que passam subterrâneo. Característicos para esta área são os „cenotes“. São buracos no calcário, semelhantes a uma dolina. Ao contrário, durante a época das chuvas, massas de água existem na planície perto da baía de Campeche onde os rios Grijalva e Usumacin-ta correm. Só algumas alturas ficam secas como ilhas pequenas. Na serra e na direcção ao pacífico, a situação hidrográfica é „normal“. Há rios grandes e muitos lagos.5

No território total, várias zonas existem - dependente das pedras, da superfície e as relações hidrográficas. O resultado são diferentes solos, minerais e populações de animais e plantas. Por isso, as limites e as possibilidades da povoação pelo homem são mais ou menos predeterminadas.6

3. Descoberta

As ruínas de sítios importantes dos maias eram estudadas desde o fim do século XVIII. Primeiro, a investigação parou no início do século XIX em consequência da independência das colónias americanas da Espanha. Além disso, estrangeiros não se atreveram a avançar aos territórios distantes em América Central. Entre 1839 e 1941, o norte- americano Lloyd Stephans e Frederick Catherwood, um arquitecto inglês, realizaram um trabalho de campo na área maia. Eles escreveram textos sobre as viagens e fizeram também desenhos. Mas infelizmente, as colecções queimaram por causa de acidentes diferentes. Depois, a „era fotográfica“ começou. Já o francés Desire Charnay tirou em 1860 fotografias na área antiga dos maias. Alfred Percival Maudslay e Teobert Maler desenvolveram esta técnica de documentação a uma qualidade muito elevada. Na primeira metade do século seguinte, o trabalho de campo mudou de inventários dos ruínas na superfície a escavações. Enquanto que Maudslay e Maler ainda organisassem e financiassem as suas viagens privadamente, os empreendimentos eram realizados entretanto por grandes instituições. Na segunda metade daquele século, sobretudo a vida da população simples foi interessante para os pesquisadores - em lugar dos monumentos da elite. Aldeias e bairros residenciais foram escavados. Nos anos 1960/70, estudou-se crescentemente zonas marginais e centros pequenos. Adicional ao trabalho de campo, análises de materiais como a datação por radiocarbono foram utilizadas.7

4. História

As primeiras aldeias com não mais do que 20 famílias em cada havia entre 2500 e 2000 a.C. nas costas do pacífico e na Caribe.8 Até aproximadamente 1500 a.C., os antepassados dos maias no país montanhoso em Guatemala formavam um pequeno grupo homogéneo. Nas territórios vizinhos viviam outros índios, em parte caçadores e coleccionadores, mas também sedentários. Naquele tempo, um aparte separou-se do grupo original e foi ao norte, à península Yucatán. Este grupo formava a base para os índios que ainda hoje moram ali. Pouco tempo mais tarde, um outro grupo separou-se e foi ao longo da costa do golfo ao norte até ele chegou à zona de fronteira de Tamaulipas e Veracruz - dois Estados mexicanos actuais. Mas estas pessoas perderam o contacto ao grupo original e ao desenvolvimento cultural dele. A zona de floresta virgem ao lado da cordilheira foi a última área que foi povoada, provavelmente porque não se presta bem para a exploração agrícola.

[...]


1 Internet: Universität Bonn.

2 Cf. Riese 2000: 5.

3 Ibd.

4 Cf. Riese 2000: 5;6.

5 Cf. Riese 2000: 6.

6 Ibd.

7 Cf. Riese 2000: 8-10.

Excerpt out of 14 pages

Details

Title
O colapso da civilização maia
College
University of Coimbra  (Departamento de Ciências da Vida)
Course
Bens e pessoas na América Latina
Grade
2,3
Author
Year
2011
Pages
14
Catalog Number
V176647
ISBN (eBook)
9783640980697
ISBN (Book)
9783640981038
File size
521 KB
Language
Portugues
Tags
maia, milpa, Berthold Riese, Yucatán
Quote paper
Luciana K.haotica (Author), 2011, O colapso da civilização maia, Munich, GRIN Verlag, https://www.grin.com/document/176647

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