Como escrever um ensaio acadêmico

Passos simples para uma redação eficaz


Essay, 2015
15 Pages, Grade: 0

Excerpt

Introdução

Este trabalho visa sobretudo ajudar aos professores e alunos do Iº e IIº do Ensino secundário de 8-13º ano de escolaridade de Angola no que concerne a programas de investigação em diferentes disciplinas de saber. Professores que perguntam aos alunos e nunca recebem a resposta desejada a curto, medio ou longo prazo! Este trabalho bem como também pode servir a estudante universitários para consulta ou aprimorar os seus conhecimentos na hora de realizar pequenos trabalhos científicos de 1,3,5 ou mesmo 15 páginas.

Essas situações têm tido repercussões na vida académica sobretudo dos alunos e estudantes ocasionando surpresas desagraveis que se chega a ter pessoas a nível superior não sabe como escrever o seu trabalho. O que muitos estudantes fazem é copiar e colar, cultivando cada vez mais a cultura de desonestidade académica cada vez acentuada. Como professor sempre perguntei trabalhos feitos por outros como eles conseguiram isso? Porque também não fazem isso? Escrevendo trabalho e postando online para os outros lerem! A resposta nunca foi satisfatória para nossa classe como docente.

As perguntas dos professores angolanos geralmente não recebem respostas satisfatórias. E neste elo de ligação como docente queremos expor os estudantes como sendo o elo mais fraco, e visto de uma outra forma pode-se chegar a conclusão de que o professor também é o elo mais fraco. O aluno é fraco e o professor é mais fraco ainda. Porque o professor pode ser o elo mais fraco? Ele quere que o seu trabalho seja feito, infelizmente não diz como deverá ser feito! Como consequência o aluno faz como poder e geralmente o trabalho não chega nas expectativas do docente.

As experiencias ganhas na AIU sobre o seu método inovador de ensino fez reflexionar e aproximar paradigmas no novo contexto educacional angolano. Por intermedio da AIU o autor aprendeu a escrever um ensaio científico, contando com o suporte de académicos que o ajudaram para aprender a escrever de forma correta, o que pensou ser difícil com orientações corretas torna-se fácil para se fazer. Mais empenho e dedicação evitar-se-á perguntas sem respostas e os professores deixariam pelo menos de ser o elo mais fraco. Ninguém pode mandar fazer um trabalho sem explicar como deverá ser feito, ou também sem saber como será o resultado o que tem provocado choque entre estudantes e docentes.

A nível de toda Angola o autor acredita que muitas pessoas na área da docência estão enfrentar a mesma situação e um contributo em esta área certamente ajudaram em grande medida quando associado a outras metodologias de trabalho ajudará a melhorar a qualidade do ensino. É mais um recurso ao dispor de estudantes e professores ajudando-os na sua atividade docente educativa.

Ensaio académico: há muitas definições sobre o ensaio académico, a ideia principal é uma redação onde expomos as ideias obedecendo certas normas científicas que são própria para aclarar ou expor uma ideia. É muito usado nas academias o que não impede a sua utilização fora disso, podendo apresentarmos aos leitores sobre diversos temas, embora muitos ensaístas são áreas de ciências humanas.

O ensaísta deverá se posicionar como um autor, escrevendo ensaio é fazer ciência, cujo objetivo principal é explorar e depois explicar para que o leitor tenha uma visão clara daquilo que se pretende aclarar. É necessário saber o que é que vamos escrever, como vamos escrever, o que é necessário para a sua execução; para isso é necessário planificar. É necessário conhecermos o nosso leitor, se pode se recordar os grandes lideres mundiais da atualidade, donos de uma retórica como o Fidel Castro, Barack Obama e outros poderás ver algum muito impressionante comunicar-se com a mesma força para os Doutores e iletrados com o mesmo poder, este segredo pode ser descoberto seguindo os melhores. Mesmo livros e programas de televisão que fala de ciência como o National Geographic como explicam a ciência em forma simples. Não pense que todos são especialistas e vão entender da forma que entendes o conteúdo exposto, como um investigador terás a obrigação de fazer com que o assunto se transmita da melhor forma possível.

Muitas vezes temos o deadline para apresentarmos o ensaio, em caso de ser mandatado por uma estrutura docente ou outra, com tema livre ou pré-formulado neste caso deveríamos seguir as propostas sugeridas. Por exemplo para um ensaio de Geografia de uma determinada escola onde aparece pré formulada a seguinte temática:

1- Falta de água em Angola apesar do país ser um dos países com mais reservas de água no mundo.

Neste caso poderíamos trabalhar nesta pergunta desenvolvendo com subsídios validos acrescentando subtemas que possam sustentar a nossa investigação. Estas hipóteses de falta de água é algo que dominamos, porem necessita ser justificada por meio de uma tese, uma ideia que apresentaremos de um problema que se calhar muita gente conhece mais as causas que originam essa falta de água as pessoas desconhece. Portanto este Porquê? É o que vai nos mover. O professor por exemplo pode limitar o número de páginas 1,2,3,4,5…., é bom que o ensaio não seja tão longo 15-20 páginas o máximo. Se tivermos um tema maior cada 15-20 páginas seja um tema, no caso de cultura angolana apresentando por exemplo 7 culturas de Angola Lunda cokwe um tema1, 2- Bankongos 3- Ambundo 4- Umbundos, 5- Nhanekas Humbe, 6- Kwanhamas, 7- Fiote. Cada tema subdividido em subtemas, desde nascimento, a idade adolescência, vida adulta, usos e costumes, as atividades principais, a educação, os casamentos, etc.

O investigador deverá armar-se com um bloco de apontamento, uma esferográfica ou com as novas tecnologias como computadores fazendo notações de tudo que for relevante para a nossa investigação.

Polgar e Thomas citados por Rosa Jimenez Paneque no seu libro de Metodologia de la Investigación - Elementos básicos para la investigación clínica, enumera as seguintes fases:

1. Planificação.
2. Desenho.
3. Recolha de dados.
4. Organização e apresentação.
5. Análise de dados.
6. Interpretação.
7. Publicação.

1-Planificação: é a etapa mais importante no processo da investigação, onde vamos pensar no nosso tema de investigação científica, é na planificação que medimos as nossas possibilidades e aprimoramos os elementos necessários para o cumprimento da nossa atividade.

Na parte de desenho é o início de concretização do nosso projeto, onde iniciamos com o desenho da capa com os créditos da instituição e do autor, a data em que se realiza a investigação e não poderá faltar dicionário, etc.

Recolha de dados: esta fase é a continuação do passo anterior, coletamos livros em caso de uma investigação basear-se em livros anotando as fontes para a posterior referencia bibliográfica, aplicar o nosso método em caso de trabalharmos com alguns métodos como por exemplo: Observação, entrevista e inquérito e que possa nos fornecer dados a serem usados no item cinco. Dependendo de cada área saber os métodos podem variar e os expostos só para explanação.

Organização e apresentação: neste momento intensifica-se o trabalho no centro disso, podemos esquematizar o seguinte, iniciando com a recolha bibliografia que se utilizará e podendo suprir as que não foram usadas, ou também será fácil para referenciarmos as páginas. Passamos a desenvolvimento onde coloca-se cada subtema e desenvolvendo-as para depois passar a conclusões onde focalizamos os pontos mais fortes e fracos identificados. Propositadamente a introdução é a última parte a ser escrita, porque por um simples facto, embora aparece primeiro e uma descrição resumida daquilo que o autor escreveu, não podendo ser resumido algo que ainda não foi escrito.

Análise de dados: os livros recolhidos foram lidos e cruza-se posições dos autores e podendo o autor escolher os convenientes para a sua investigação, as entrevistas, inquéritos e as observações no caso citado é o momento de balançarmos os dados, o que observamos no início, durante e pós trabalho para vermos as alterações mesmo quando há introdução de uma variante. Na atualidade existe vários programas para ajudar por meios informático a análise de resultado mesmo que sejam números e dar-nos uma visão daquilo que estamos a realizar

Interpretação: por vezes pode ser visto como uma extensão do passo anterior na realidade é uma atividade que vem a complementar a outra parte, podemos analisar a interpretação dos dados requer uma capacidade de averiguar, comparar e ver as semelhança e diferença. Voltando no caso da falta de água que se debate em todo mundo já não é o caso de Angola, é o Estado Unidos de América propriamente no Estado de Texas onde houve seca muito recentemente, podendo apoiar-se nas estatistas de água durante anos e a capacidade de armazenamento e relacionar-mos com uma outra estatística no mesmo período de tempo que fala de agricultura, migrações, em fim estabelecendo as relações e justificando a nossa tese. De que a seca teve um impacto negativo muito grande no Estado de Texas, a interpretação dos dados mostrará o equilíbrio no entendimento profundo da investigação.

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Details

Title
Como escrever um ensaio acadêmico
Subtitle
Passos simples para uma redação eficaz
College
Atlantic International University
Course
Mestre em Educacão
Grade
0
Author
Year
2015
Pages
15
Catalog Number
V309446
ISBN (eBook)
9783668081659
ISBN (Book)
9783668081666
File size
518 KB
Language
Portugues
Notes
Uma das formas em ajudar os alunos a executar com conhecimento o seu trabalho acadêmico.
Tags
como, passos
Quote paper
Jeremias Sabingo Henriques (Author), 2015, Como escrever um ensaio acadêmico, Munich, GRIN Verlag, https://www.grin.com/document/309446

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