Apresentamos, na presente dissertação de mestrado, um tema contemporaneamente explorado na literatura científica e envolto em uma nova e incipiente modalidade de ensino-aprendizagem, a Sala de Aula Invertida (Flipped Classroom).
O estudo foi desenvolvido sob o prisma empírico, descritivo e exploratório em que abordamos os requisitos de software funcionais e não funcionais para o desenvolvimento daquela integrada em plataformas de e-learning, tendo como teoria de aprendizagem subjacente a proposta didático-pedagógica do professor, a Teoria Conectivista. Nesse sentido, seguimos um princípio basilar, regido por uma pergunta de investigação: “Conhecer quais são os requisitos funcionais e não funcionais para o desenvolvimento de uma sala de aula invertida em plataformas de e-learning apoiada na teoria conectivista?”
Entre os objetivos da pesquisa, destacamos a contextualização histórica das plataformas de e-learning, as teorias de aprendizagem, o conectivismo e a sala de aula invertida, apresentando novas possibilidades de fundamentação sobre metodologias ativas conectadas em rede. Aqui, também reside a apresentação de concepções teóricas e práticas sobre os requisitos funcionais e não funcionais para implementação da flipped classroom, destacando o Estudo de Caso com alunos do Curso de Bacharelado em Sistemas de Informação da UFRPE, no âmbito da pesquisa de campo. Por isso, a preferência pelo Estudo de Caso como estratégia metodológica, precedida por uma revisão de literatura e apoiada na observação participante, de forma presencial e online.
O tratamento dos dados, por sua vez, ocorreu através da análise do discurso, onde o cruzamento das informações facultou-nos elementos consistentes para sairmos do plano hipotético e transitarmos para o plano afirmativo com propriedade de causas e consequências, superando as limitações bibliográficas sobre os requisitos funcionais e não funcionais para a implantação e desenvolvimento da sala de aula invertida.
Por fim, sobre a pesquisa, concluímos que a sala de aula invertida é uma eficiente modalidade de ensino quando integrada em uma plataforma de aprendizagem, mas que diversos fatores podem influenciar no sucesso do processo educativo, como a formação de professores para a utilização e/ou elaboração de tais ambientes e a ausência de requisitos funcionais e não funcionais que reflitam a realidade educacional vivenciada, e o público alvo.
Índice
1. Capítulo I - Introdução
1.1 Delimitação do Tema
1.2 Problema de Pesquisa
1.3 Objetivos
1.3.1 Objetivo Geral
1.3.2 Objetivos Específicos
1.4 Justificativa
2. Capítulo II - Fundamentação Teórica
2.1 Plataformas Virtuais de Aprendizagem
2.2 As Fases do E-learning
2.2.1 Fase 1.0
2.2.2 Fase 2.0
2.2.3 Fase 3.0
2.3 Sistemas de Gestão de Aprendizagem
2.4 Teorias do E-learning
2.4.1 Metodologias Ativas
2.4.2 Conectivismo: Aprendizagem na Era Digital
2.5 Requisitos de Software (Funcionais e Não Funcionais)
2.5.1 Requisitos para Software Educacional
2.5.2 Requisitos Funcionais para a sala de Aula Invertida no E-learning
3. O E-learning na Sala de Aula Invertida: Concepções e Perpectivas
4. Capítulo III - Metodologia
4.1 Caracterização do Estudo
4.2 Métodos
4.2.1 Estudo de Caso
4.2.2 Revisão de Literatura
4.2.3 Observação Participante
4.2.4 Análise do Discurso
4.3 Pesquisa de Campo
4.4 Amostra Não Probabilística
4.5 Instrumentos para a Coleta dos Dados
4.6 Análise dos Dados
4.6.1 Sala de Aula Invertida no E-learning
5. Capítulo IV - Resultados e Discussão de Resultados
5.1 Desenvolvimento do Sistema – Ambiente Virtual de Aprendizagem
5.2 Implementação da Flipped Classroom
5.3 Sala de Aula Invertida: Um Estudo de Caso na UFRPE
5.3.1 Na Prática da Sala de Aula Invertida
5.3.2 Análise do Discurso “Boas Vindas a Filosofia”
6. Capítulo V – Considerações Finais
6.1 Respostas para a Pergunta de Investigação
6.2 Proposição de Estudos Futuros
Objetivos e Temas da Pesquisa
Esta dissertação investiga os requisitos funcionais e não funcionais necessários para o desenvolvimento de uma sala de aula invertida (flipped classroom) integrada em plataformas de e-learning, utilizando a teoria conectivista como fundamento didático-pedagógico. O objetivo principal é responder como essas tecnologias podem ser estruturadas para apoiar metodologias ativas, superando limitações de modelos educacionais tradicionais no ensino superior.
- Contextualização histórica das plataformas de e-learning e teorias de aprendizagem.
- Análise do conectivismo como teoria de aprendizagem na era digital.
- Levantamento de requisitos técnicos e pedagógicos para a implementação da sala de aula invertida.
- Aplicação de um estudo de caso prático com alunos de Sistemas de Informação da UFRPE.
- Uso de observação participante e análise do discurso como estratégias metodológicas de coleta de dados.
Auszug aus dem Buch
2.5 Requisitos de Software (Funcionais e Não Funcionais)
Na literatura da Engenharia de Requisitos, inicialmente vista como subárea da Engenharia de Software, apresentam-se diferentes métricas de elicitação, análise, documentação e gerência de requisitos, sempre tendo como condutor o engenheiro de requisitos. Daí a engenharia de requisitos tem um papel fundamental no processo de desenvolvimento de software. Sobre o assunto, Lamsweerde (2000) fundamenta a engenharia de requisitos como a identificação dos objetivos a serem atingidos pelo futuro sistema computacional, a operacionalização de tais objetivos em serviços e restrições, e a atribuição de responsabilidades pelos requisitos resultantes a agentes humanos, dispositivos e software.
Franceto (2005) segue o mesmo pensamento, explicando que durante o processo de desenvolvimento de software, definir e parametrarizar requisitos funcionais e não funcionais que sejam compreensíveis por todas as partes envolvidas no desenvolvimento (clientes, analistas, desenvolvedores, engenheiros etc.), é um fator imprescindível, ao mesmo tempo, um problema de difícil solução.
Para a autora, é de grande importância realizar uma abordagem sistemática da obtenção dos requisitos do software que permita a sua compreensão por parte do utilizador e também a produção de um sistema utilizável a um custo financeiro aceitável. Toda essa análise e levantamento de dados deve seguir princípios de engenharia, utilizando de forma adequada métodos, técnicas e ferramentas que deem o suporte necessário a essa etapa do processo de desenvolvimento. Assim, Franceto (2005) entende que a Engenharia de Requisitos (ER) tem um papel essencial no planejamento de projeto de software e, devido à alta complexidade dos sistemas, é fulcral um correto entendimento antecipado dos mesmos, antes de um comprometimento de uma solução para o projeto em voga (ibidem).
Resumo dos Capítulos
1. Capítulo I - Introdução: contextualiza o surgimento das plataformas de e-learning e a necessidade de atualizar métodos de ensino tradicionais através da sala de aula invertida e do conectivismo.
2. Capítulo II - Fundamentação Teórica: revisa a evolução das plataformas de e-learning, teorias de aprendizagem e os fundamentos da Engenharia de Requisitos aplicada a softwares educacionais.
4. Capítulo III - Metodologia: detalha o percurso metodológico, incluindo a escolha pelo estudo de caso, a observação participante e a análise do discurso como métodos de investigação.
5. Capítulo IV - Resultados e Discussão de Resultados: apresenta o desenvolvimento prático do ambiente virtual e a implementação da sala de aula invertida com alunos da UFRPE, discutindo os dados coletados.
6. Capítulo V – Considerações Finais: sintetiza as respostas à pergunta de investigação e propõe estudos futuros para a continuidade da pesquisa nesta área.
Palavras-chave
Requisitos, Sala de Aula Invertida, E-learning, Conectivismo, Metodologias Ativas, Engenharia de Software, Ensino Superior, Estudo de Caso, Educação Online, Tecnologias Educacionais, Design Instrucional, Análise do Discurso, Inovação Educacional, Aprendizagem Colaborativa.
Perguntas Frequentes
Qual é o foco principal desta dissertação?
O trabalho foca em identificar e definir os requisitos funcionais e não funcionais necessários para implementar uma sala de aula invertida de forma eficiente, utilizando plataformas de e-learning e baseando-se na teoria do conectivismo.
Quais são os principais pilares teóricos utilizados?
Os pilares principais são a teoria conectivista de George Siemens, os princípios de metodologias ativas e as normas de engenharia de requisitos aplicadas ao desenvolvimento de software educacional.
Qual é o objetivo central da pesquisa?
O objetivo é compreender as necessidades técnicas e pedagógicas que permitem a integração bem-sucedida de uma sala de aula invertida em ambientes virtuais, preenchendo uma lacuna na literatura científica atual.
Qual método científico foi adotado no estudo?
A pesquisa é de natureza aplicada e exploratório-descritiva, utilizando o Estudo de Caso como estratégia metodológica, apoiada por revisão de literatura, observação participante e análise do discurso.
O que é tratado no corpo principal do texto?
O texto aborda desde a evolução histórica das ferramentas de e-learning e as fases da Web até a especificação detalhada de requisitos de software e um caso prático realizado com alunos da UFRPE.
Como se caracterizam as palavras-chave do estudo?
As palavras-chave giram em torno de conceitos de inovação educacional, tecnologias aplicadas ao ensino, gestão de requisitos de software e a prática da sala de aula invertida.
Como o estudo aborda o "conectivismo"?
O conectivismo é tratado como uma teoria que vê a aprendizagem como um processo de criação de redes e conexões, sendo fundamental para o sucesso em ambientes virtuais onde a informação é distribuída.
Quais foram as etapas práticas do desenvolvimento do ambiente virtual apresentado?
O ambiente foi desenvolvido no WordPress, utilizando plugins como o BuddyPress para criar funcionalidades de rede social, além de seguir padrões de software para garantir a interoperabilidade e usabilidade exigidas na sala de aula invertida.
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- Cristiane Domingos de Aquino (Autor:in), 2019, De Bergman a Siemens. Requisitos para o Desenvolvimento da Sala de Aula Invertida, München, GRIN Verlag, https://www.grin.com/document/469352