Neste trabalho temático será abordado um estudo empírico-estatístico recente
sobre, em termos mais gerais, as mudanças e novas exigências do mercado de
trabalho português provocadas principalmente pelos efeitos da mundialização ao
longo das últimas décadas. Nisto ainda mais detalhadamente, baseado em análise
multivariada, o percurso profissional segundo a formação da popluação ativa e
particularmente das pessoas com formação universitária. Vai ser mostrado a quase
não-linearidade entre estudos feitos e emprego obtido depois.
Índice
1. Resumo
2. Introdução
3. Profissionais qualificados e sociedade do conhecimento
3.1. Uma nova competividade, da pelo preço à pela inovação
3.2. A segmentação no emprego
3.3. Diplomados do ensino superior e sociedade do conhecimento
4. Conclusão e apreciação crítica
5. Glossário
6. Bibliografia
7. Anexo
Objetivos e temas da obra
O presente trabalho analisa, através de um estudo empírico-estatístico, as transformações no mercado de trabalho português face aos desafios da sociedade do conhecimento e da globalização, focando-se na relação entre a formação académica e a inserção profissional.
- Dinâmicas do mercado de trabalho português perante a globalização.
- O novo padrão de competitividade baseado na inovação e na qualificação.
- A análise multivariada (análise de correspondências) dos segmentos de emprego.
- A relação, frequentemente não linear, entre os níveis de habilitação e os setores de atividade.
- A representação e o papel dos profissionais qualificados no tecido produtivo.
Auszug aus dem Buch
3. Profissionais qualificados e sociedade do conhecimento
“A sociedade do conhecimento tem, como um dos seus pilares essenciais, a formação dos chamados recursos humanos avançados, leia-se graduados e pós graduados do ensino superior, partindo do princípio que a sociedade, globalmente considerada, atingiu já níveis razoáveis de instrução.” (Rodrigues et al., 2007: 103)
Assim começando a introdução, já dão a ideia principal do estudo delas, o enfoque nos formados superiores. Vêem num novo padrão de competividade, a atingir através de um aumento significativo de pessoas com habilitação universitária, nomeadamente no caso português, o caminho ideal afim de garantir a sustenção do modelo social europeu: “É neste quadro [...] que analisamos neste texto a evolução dos níveis de escolarização da população empregada [...] procurando identificar os traços mais marcantes da inserção sectorial destes profissionais e, portanto, do seu contributo para o desenvolvimento desses sectores.” (Idem)
Na seção As exigências de formação avançada e o novo padrão de competividade é dado uma definição desse mesmo padrão na vista das autoras, recorrendo à explicação do que entendem pelo chamado padrão convencional. Como o novo padrão, o velho também é um ideal-tipo. Tipicamente aplicado depois da Segunda Guerra Mundial, designa as medidas tomadas afim de “[...] permitir a rentabilidade das empresas, a produção de riqueza e um modelo relativamente mais equilibrado que o precendente de distribuição social da riqueza.” (2007: 104) Assim sendo, era necessário uma taxa larga de consumo na população, baseada numa acessibilidade geralmente fácil e barata que foi possibilitado por uma estandardização dos produtos e da maneira da produção dos mesmos (principalmente produção em massa).
Resumo dos capítulos
1. Resumo: Apresenta o objetivo de analisar as mudanças no mercado de trabalho português e a descontinuidade entre a formação académica e a inserção laboral.
2. Introdução: Enquadra a obra na trilogia Portugal no Contexto Europeu e define o objeto de estudo: o sexto capítulo sobre profissionais qualificados.
3. Profissionais qualificados e sociedade do conhecimento: Examina a transição de um padrão competitivo de preço para um de inovação e analisa a segmentação do mercado de trabalho.
3.1. Uma nova competividade, da pelo preço à pela inovação: Discute os pilares da sociedade do conhecimento e a importância crítica dos recursos humanos avançados para a competitividade.
3.2. A segmentação no emprego: Detalha a análise estatística dos segmentos da população empregada, estratificada por escolaridade, profissão e setor.
3.3. Diplomados do ensino superior e sociedade do conhecimento: Foca-se especificamente nos licenciados e pós-graduados, explorando a sua distribuição pelos diversos setores de atividade.
4. Conclusão e apreciação crítica: Avalia a metodologia utilizada na obra original e reflete sobre os resultados alcançados no estudo da estratificação profissional.
5. Glossário: Define os termos técnicos utilizados na análise estatística das autoras.
6. Bibliografia: Lista as fontes teóricas e metodológicas consultadas para a elaboração do trabalho.
7. Anexo: Apresenta os quadros e figuras estatísticas que ilustram a segmentação laboral.
Palavras-chave
sociedade do conhecimento, novo padrão de competitividade, mercado de trabalho, profissionais qualificados, análise de correspondências múltiplas, cluster, nível de habilitação, setor de atividade, profissão, ensino superior, estratificação social, inovação, Portugal, competências, população ativa
Perguntas frequentes
Qual é o tema central deste estudo?
O trabalho aborda as transformações estruturais no mercado de trabalho português, com especial foco no papel dos trabalhadores com habilitações superiores na denominada sociedade do conhecimento.
Quais são os principais objetivos da investigação?
O objetivo é analisar como o mercado de trabalho absorve os licenciados e qual é a relação, ou a falta dela, entre o nível de estudos e a atividade profissional exercida.
Que metodologia foi aplicada?
Utilizou-se uma análise empírico-estatística baseada em dados dos Censos, nomeadamente a análise de correspondências múltiplas para identificar clusters de inserção profissional.
O que se entende por "sociedade do conhecimento" neste contexto?
Refere-se a um modelo social e económico que valoriza a inovação tecnológica e o capital intelectual, exigindo uma requalificação constante da mão de obra.
Como se caracteriza a segmentação do emprego em Portugal?
O estudo identifica diferentes segmentos de emprego, desde trabalhadores com baixas qualificações até profissionais em setores intensivos em conhecimento, revelando uma estrutura estratificada.
Por que é referida a "não-linearidade" entre estudos e emprego?
Porque os resultados demonstram que a obtenção de um diploma universitário não garante automaticamente a integração em setores intensivos em conhecimento, existindo uma dispersão significativa.
Que papel desempenha o setor público na absorção de licenciados?
O setor público, particularmente as áreas da educação e da saúde, assume um papel preponderante na absorção de profissionais altamente qualificados em comparação com o setor privado.
O que distingue os segmentos primários dos secundários?
Os segmentos primários estão mais próximos dos padrões da sociedade do conhecimento e exigem maiores qualificações, enquanto os secundários são menos qualificados e apresentam maior precariedade.
Como influenciam as variáveis idade e sexo na segmentação?
A análise mostra que, contrariamente ao esperado, o género e a idade não possuem um peso determinante na constituição dos segmentos identificados pelas autoras.
Qual a conclusão sobre a indústria face à inovação?
As autoras concluem que a indústria deveria ser o motor da inovação, mas atualmente absorve uma percentagem reduzida de profissionais qualificados, necessitando de uma maior abertura a estes perfis.
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- Harry Körner (Autor), 2010, Portugal no Contexto Europeu. Sociedade e Conhecimento, Múnich, GRIN Verlag, https://www.grin.com/document/232785